Barbados: Adeus à Rainha da Inglaterra, Viva a República.

Sandra Mason, a Governadora-geral dos Barbados, já tinha anunciado em Setembro de 2021, que tinha chegado a hora do país “deixar de vez o seu passado colonial para trás”, já que se tinha tornado uma nação independente em 1966.

Há já 396 anos que a coroa britânica reinava no território.

Assim quando o relógio marcou a meia-noite, a bandeira real foi arreada numa praça na capital, Bridgetown e Barbados proclamou a República, na presença da cantora Rihanna, que é natural da ilha e que foi homenageada ao ser declarada uma heroína nacional.

Sob o olhar do Príncipe Carlos, herdeiro do trono britânico e futuro líder da Comunidade Britânica que esteve presente na cerimónia, a multidão na praça aplaudiu a nova chefe de Estado, Sandra Mason, uma ex-jurista de 73 anos que se tornou assim a primeira Presidente do pequeno país de apenas 280 mil habitantes, depois de o parlamento lhe ter concedido o cargo em Outubro.

Aquando da sua chegada, uma guarda de honra deu as boas-vindas ao membro da família real britânica.

“A criação desta República marca um novo começo. Desde os dias mais negros do nosso passado e a atrocidade horrorosa da escravatura, que para sempre mancha a nossa história, o povo desta ilha criou o seu caminho com uma força de espírito extraordinária”, disse o Príncipe na sua intervenção.

Por seu lado, Sandra Mason, a primeira Presidente afirmou: “A República de Barbados zarpou na sua viagem inaugural “, declarou a nova Presidente no seu discurso inaugural, onde reconheceu o “mundo complexo, fraturado e turbulento” que o país tem agora de enfrentar. “O nosso país tem de ter sonhos grandes e lutar para os realizar”, sublinhou.

Um inquérito nos Barbados sobre o que pensavam os cidadãos sobre a família real concluiu que 60% dos habitantes apoiavam a transição para uma República, sendo que metade destes estavam entusiasmados. Apenas uma em cada dez pessoas queria manter o sistema anterior.

A popularidade da rainha também não era grande, com uma indiferença generalizada sobre a chefe de Estado britânica.

Conhecida como a “pequena Inglaterra”, a pequena ilha nas Caraíbas foi a mais velha colónia britânica, tendo os primeiros navios lá chegado em 1627.

Anteriormente tinha sido habitada pelo povo caraíbas desde o século XIII, e antes por outros ameríndios.

Os navegadores espanhóis tomaram posse de Barbados no final do século XV e reivindicaram a Coroa de Castela, seguidos pelos portugueses que reivindicaram a ilha entre 1532 e 1536, abandonando-a depois.

Em 1627, chegaram os primeiros colonos permanentes vindos da Inglaterra, e Barbados tornou-se uma colónia com uma economia de plantação, contando com a mão de obra de africanos escravizados.

Barbados foi uma fonte importante de riqueza para a Inglaterra nos séculos XVII e XVIII, com muitas famílias a fazer fortunas com a exploração do açúcar devido ao trabalho escravo.

A escravatura foi proibida pela Lei do Comércio de Escravos de 1807, com a emancipação final da população escravizada em Barbados que ocorreu durante um período de cinco anos após a Lei de Abolição da Escravatura de 1833.

Barbados também serviu de estudo de caso sobre a escravatura e as suas leis as quais foram depois usadas nas outras ilhas particularmente na Jamaica e o resto das Caraíbas.

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