BCEAO afirma, finanças mais inclusivas na UEMOA.

De acordo com o relatório anual do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), numa escala de 0 a 1, o índice de inclusão financeira melhorou globalmente na União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) – da qual faz parte a Guiné-Bissau – situando-se em 0,520 em 2020 contra 0,501 em 2019.

Por país, este índice era de 0,647 em 2020 no Benim, contra apenas 0,170 em 2010.

Benim

O Benim está assim, à frente de todos os outros países nessa sub-região que utiliza a moeda comum, o FCFA.

O ano em análise (2021) ficou marcado no Benim pela criação, por decreto, de um Observatório da Qualidade dos Serviços Financeiros.

A missão do organismo é encorajar as pessoas e as PME a fazerem uma maior utilização do sistema financeiro e a restaurar a sua confiança nos serviços financeiros.

É o terceiro país da União a ter tal estrutura, depois do Senegal em 2009 e da Costa do Marfim em 2016.

Na classificação de inclusão financeira de 2020, o Benim é seguido por Costa do Marfim (0,606), Burquina (0,590), Senegal (0,587) e Togo (0,564). Guiné-Bissau, Níger e Mali, com respetivamente 0,245, 0,250 e 0,445, mostram um fraco desempenho.

Além disso, Cotonou tem a maior percentagem de inclusão financeira da região (82,4%), seguido pelo Togo (81,6%), Costa do Marfim (79,1%), Senegal (75,6%) e Burquina (75,4%).

Covid-19 e insegurança

A Covid e a insegurança têm dificultado a disponibilidade de pontos de serviço financeiro

De acordo com o BCEAO, a percentagem global de penetração geográfica dos serviços financeiros também aumentou, passando de 205 pontos de serviço por 1.000 quilómetros quadrados em 2019 para 234 pontos de serviço em 2020 (contra 111 dois anos antes).

À semelhança da percentagem de penetração demográfica, o banco central explica este desempenho pela evolução registada nas redes de distribuição de serviços de moeda eletrónica.

Além disso, o BCEAO, explica que a crise de saúde ligada à Covid-19, bem como os problemas de segurança em certas regiões, não favoreceram a operação ou implantação de pontos de serviços bancários ou de micro-finanças.

A análise por país mostra uma disparidade geográfica na disponibilidade de pontos de atendimento financeiro.

Assim, o Benim, com 1.533 pontos de atendimento ao longo de 1.000 quilómetros quadrados em 2020, apresenta o índice mais elevado da União, à frente da Costa do Marfim e do Togo, cuja distribuição geográfica dos pontos de acesso ascende a 628 e 422 pontos de serviços financeiros, respetivamente, mais de 1.000 quilómetros quadrados.

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