Não foi por acaso que ao referir-se ao combate à pandemia, o agora, 46° Presidente insistiu: “Peço que vocês se juntem a mim, a minha alma inteira está nisso. Hoje, neste dia de janeiro, a minha alma inteira está nisso”.

O primeiro desafio de Biden será gerir a emergência sem precedentes causada pelo novo coronavírus – mais de 400,000 mortos – e mitigar a crise económica comparável à da Grande Depressão.

Na ausência de Donald Trump – que não teve a coragem de participar – mas na presença de três antigos presidentes, Clinton, Bush e Obama e exatamente duas semanas depois do ataque ao Capitólio, instigado e perpetrado por apoiantes de Trump, Joe Biden foi empossado esta 4ª feira (20.jan.2021) como o 46º presidente dos Estados Unidos e pediu união aos seus compatriotas, numa capital americana guardada por 25 mil membros da Guarda Nacional, eles mesmos vigiados pelo FBI.

Momentos antes também tinha tomado posse Kamala Harris como vice-presidente dos Estados Unidos.

Após o juramento de posse, conduzido pela juíza do Supremo Tribunal, Sonia Sotomayor, a primeira Latina a ocupar estas funções, Kamala Harris tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente.

Joe Biden, apoiando-se na sua experiencia de 40 anos na arena politica americana,  apostou numa mensagem pacificadora.

“Devemos acabar com essa guerra incivil”, disse referindo-se aos apoiantes de Trump.

“Vamos ouvir-nos uns aos outros, mostrar respeito uns pelos outros” e prometeu ser um presidente para “todos os americanos”.

Classificou o momento histórico em que assume a Presidência dos EUA como um período de “caos” e declarou para o mundo que: “Vamos reconstruir as nossas alianças e envolver-nos com o mundo outra vez”.

“Nós iremos liderar não meramente pelo exemplo do nosso poder, mas pelo poder do nosso exemplo. Seremos um parceiro forte e confiável para a paz, o progresso e a segurança”, completou.

O presidente insistiu durante todo o seu discurso inaugural sobre a necessidade de unidade para superar os muitos obstáculos: “Eu garanto que não falharemos se nos unirmos. Juntos, devemos escrever a história da América como uma história de esperança, não de medo. De união, não de divisão. De luz, não de escuridão. Uma história de decência e dignidade, amor e cura, grandeza e bondade”, disse.

Mas também acrescentou a urgência e a celeridade de tomar decisões: “Vamos avançar com velocidade e urgência”, disse ele. “Temos muito a fazer, muito para reparar, muito para restaurar, muito para curar, muito para construir e muito para ganhar”.

Dito e feito. Biden não perdeu tempo e ainda ontem, (20/01) assinou um conjunto de ordens executivas que demonstram as prioridades de seu novo governo e marcam uma reviravolta nas políticas dos últimos quatro anos na Casa Branca, que incluíram a reintegração dos EUA a organismos multilaterais como o Acordo de Paris e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cancelamento do financiamento da construção do muro na fronteira com o México e a suspensão da entrada de viajantes oriundos de alguns países muçulmanos.

O novo presidente também ordenou o uso de máscaras e distanciamento social em todos os prédios e terrenos do Governo Federa e encerrou a declaração de emergência nacional que servia como base para desviar fundos federais para a construção do muro na fronteira com o México e iniciativas para ampliar a diversidade e a participação das minorias no governo federal.

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