Como se ainda houvessem dúvidas, as diferenças entre Biden e Trump são cada vez mais marcantes.

O ex-presidente fez tudo o que pôde durante quatro anos para impedir a imigração, incluindo um muro com o México e excluiu diversos países africanos de terem aceso ao sistema de vistos.

Biden assim que se sentou no Salão Oval, pôs em marcha um projeto de lei sobre a imigração, incluindo a cidadania para 11 milhões de imigrantes que vivem sem situação legal nos Estados Unidos.

Joe Biden apresentou a ideia no primeiro dia de posse em 20 de janeiro de 2021.

No seguimento desse projeto de lei, o governo Biden propõe agora um percurso de 8 anos para a cidadania, que inclui, entre outras coisas, um cartão de residência permanente, a conhecida “green card”, após cinco anos e medidas especificas para os chamados “dreamers” (sonhadores), aquelas pessoas que chegaram aos Estados Unidos durante a sua infância e cujos pais são indocumentados.

Biden propõe-se aumentar o número de imigrantes legalmente admitidos, a exigência de domínio da língua inglesa seria suspensa para alguns residentes permanentes com mais de 50 anos, e o número de juízes de imigração aumentaria.

Por fim, o projeto de lei suspende as proibições de permanência impostas às pessoas cuja permanência já ultrapassou o período de validade.

Mais ousado que Barack Obama, o novo presidente americano, que congelou a construção do muro com o México, introduziu a reforma mais ambiciosa desde 1986 quando Ronald Reagan decidiu regularizar 3 milhões de pessoas.

Mas com os democratas com escassas maiorias em ambas as câmaras do Congresso, o projeto provavelmente enfrentará meses de disputas políticas no Capitólio e resistência dos eleitores conservadores e da linha dura anti-imigração.

Vários ativistas pró imigração elogiaram o alcance e a escala do projeto de lei e expressaram mesmo uma certa surpresa com a sua ambição.

Mesmo vários legisladores e analistas não estavam à espera deste avanço e tinham previsto que o novo governo, pelo menos nos seus primeiros meses no poder, provavelmente procuraria medidas de imigração que gerassem menos controvérsia e pudessem ser alcançadas por meio de decretos executivos em vez de legislação.

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