BM: África Subsaariana deve crescer 3,6% a 3,8% em 2022/23.

Segundo o relatório  de “Perspetivas Económicas Globais”,  divulgado pelo Banco Mundial (BM), em Washington nesta terça-feira, 11 janeiro 2022, a que teve acesso Mercados Africanos, o crescimento global deve desacelerar “para 4,1% em 2022 como reflexo de novos surtos de COVID-19, menor apoio fiscal e persistentes bloqueios na oferta”,

Os riscos de baixa global incluem “um ressurgimento sincronizado da pandemia, novas interrupções nas cadeias de abastecimento, uma desaceleração das expectativas de inflação, situações financeiras inesperadas e possíveis desastres relacionados com o clima”, lê-se no documento.

Segundo o mesmo relatório do BM, no biénio 2022-23, “o crescimento na maioria das regiões de economias de mercados emergentes e em desenvolvimento deve retornar às percentagens médias observadas na década anterior à pandemia”.

Mas de forma mais pessimista o documento acrescenta que “o ritmo de crescimento não será suficiente para recuperar os retrocessos na produção observados durante a pandemia”.

No entanto, o relatório do BM, indica que “a produção na África subsaariana cresceu cerca de 3,5% em 2021, alimentada por uma recuperação no preço das matérias-primas e por um abrandamento das restrições”.

No mesmo documento, indica-se que as três maiores economias da região da África subsaariana (Nigéria, África do Sul e Angola) deverão ter crescido 3,1% em 2021, o que reflete uma melhoria das estimativas anteriores”.

Facto interessante e inovador, o relatório do BM acrescenta de forma positiva que “o crescimento de Angola e da Nigéria foi sustentado pela recuperação no setor não petrolífero”.

Embora o relatório do BM não se tenha alongado sobre este ponto, esta informação denota um novo enfâse nos investimentos prioritários desses dois países para diversificar a economia

Apesar dos esforços na diversificação económica, os efeitos da pandemia no aumento da pobreza acentuaram-se e segundo o relatório do BM, o rendimento per capita na região “deverá continuar mais baixo em 2022 do que há uma década”.

O mesmo relatório do BM prevê que “os preços mais elevados das mercadorias apoiem a recuperação a curto-prazo em toda a região, com preços mais altos do petróleo e a flexibilização gradual dos cortes de produção da OPEP+ beneficiando a Nigéria e Angola”.

Em relação ao crescimento económico das três maiores economias da África subsaariana o mesmo documento prevê que a Nigéria atinja 2,5% em 2022 e 2,8% em 2023, enquanto a economia de Angola deve crescer 3% em média em 2022-23, ao passo que a África do Sul teria um crescimento mais moderado.

De notar que o Banco Mundial (BM), contrariamente às instituições financeiras e de desenvolvimento africanas, separa a África do Norte do resto do continente, o que faz com que as suas projeções nunca sejam globais, mas, só se refiram à chamada África Subsaariana.

 

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