O Banco Mundial anunciou esta segunda-feira 14 de junho 2021, que vai incluir pela primeira vez o norte de África na estratégia de integração regional do continente, apostando na conetividade regional.

Esta decisão do Banco Mundial, foi saudada por vários atores, em particular a Comissão da União Africana.

“A atualização da abordagem do Grupo Banco Mundial para a integração regional chega num momento crucial quando a Zona de Livre Comércio Continental Africana (ZCLCA) entrou na sua fase operacional, com o objetivo de impulsionar o comércio intra-africano, apoiar a facilitação do comércio e realizar o potencial mercado de 1,2 bilhões de pessoas”, disse Moussa Faki Mahamat, Presidente da Comissão da União Africana, em comunicado do Banco Mundial a que teve acesso Mercados Africanos.

“Os pilares principais estão bem alinhados com nossas prioridades para a integração continental e são relevantes para ajudar a garantir a recuperação de nossas economias após a pandemia de Covid-19”, sublinhou ele.

No seio do Banco Mundial, os responsáveis pelas diferentes sub-regiões africanas, também exprimiram o apoio total a esta nova abordagem da instituição.

Para o vice-presidente do Banco Mundial para o Médio Oriente e África do Norte, esta posição “reflete e constrói-se nas fortes ligações históricas e socioeconómicas que existem entre os países do Magrebe e o resto de África”.

Segundo Ferid Belhaj, o deserto do Saara não é uma linha divisora”, pelo que através “do diálogo sobre políticas, assistência técnica e financeira e mobilização de investimentos transfronteiriços, o banco vai continuar a apoiar a integração continental, de Tunes à Cidade do Cabo, de Marraquexe a Mogadíscio”.

“O alto compromisso dos líderes africanos com a integração regional é louvável e merece nosso apoio”, disse Ousmane Diagana, vice-presidente do Banco Mundial para a África Ocidental e Central.

“Na nossa região, trabalharemos com países e instituições regionais para garantir que os esforços em nível nacional sejam complementados por soluções regionais e aumentaremos nossa cooperação com nossos parceiros para responder aos desafios transfronteiriços significativos no Sahel e no Lago Chade regiões”, enfatizou Diagana.

Hafez Ghanem, vice-presidente do Banco Mundial para a África Oriental e Austral disse: “Para a ZCLCA ter sucesso, devemos investir em políticas e regulamentos regionais, incluindo na área de soluções digitais e acesso à energia, que são fundamentais para enfrentar as barreiras à integração e vital para a transformação econômica do nosso continente. ”

Para Sérgio Pimenta, vice-presidente para o Oriente Médio e África da Sociedade Financeira Internacional (IFC na sigla em Inglês) “A integração regional pode abrir novos mercados para empresas na África, o que é particularmente valioso em tempos de choque econômico, quando as empresas precisam encontrar novas oportunidades para sustentar e expandir seus negócios”.

“Junto com o Banco Mundial e a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), a IFC buscará construir a integração regional, promover o comércio, ampliar a infraestrutura necessária para aprimorar as atividades comerciais e trabalhar com parceiros para aumentar a resiliência nos mercados mais frágeis. Essas ações serão importantes para ajudar as pessoas a trabalhar, fazer comércio e se conectar dentro e fora das fronteiras dos países.”

close

VAMOS MANTER-NOS EM CONTACTO!

Gostaríamos de lhe enviar as nossas últimas notícias e ofertas 😎

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.