Durante 17 anos, o relatório Doing Business  do Banco Mundial, analisou as regulamentações de 190 economias ao redor do mundo para medir a sua facilidade de fazer negócios. 

Essa classificação foi como um verdadeiro barómetro do clima de negócios mundial e africano, e permitiu  avaliar os  diferentes desempenhos dos países em relação a 12 indicadores que refletem a vida de uma empresa nas seguintes áreas : criação de negócios, obtenção de licença de construção, conexão elétrica, transferência de propriedade, obtenção de um empréstimo, proteção de investidores minoritários, pagamento de impostos, comércio internacional, cumprimento de contratos e resolução de insolvência. 

Enquanto se aguarda a classificação de 2022 (o de 2020 não apareceu por problema internos) recordamos as 5 economias africanas que conseguiram se destacaram na classificação de 2020.

Ilhas Maurícias 

Com uma pontuação de 81,5, as Ilhas Maurícias estavam no topo do desempenho do continente, ao destronar o Ruanda, passando do 20º para o 13º lugar na classificação mundial. 

Esse desempenho deveu-se a várias reformas que tornaram o país mais fácil para fazer negócios na África Subsaariana. 

A título de exemplo, no indicador de obtenção de alvarás de construção, o país simplificou o processo de aprovação de planos de utilidades e reduziu o tempo de solicitação de ligação de esgoto. 

O país também facilitou a resolução da insolvência, melhorando a continuação das atividades do devedor durante o processo de insolvência. 

No total, as Maurícias implementaram 4 reformas na obtenção de uma licença de construção, transferência de propriedade, cumprimento de contratos e resolução de insolvência.

Ruanda

O país perdeu sua posição de liderança no continente, mas ganhou 9 posições em relação ao ano anterior e ainda permanece entre as 50 melhores economias do mundo para fazer negócios. 

Com uma pontuação de 76,5, o Ruanda ocupou o 38º lugar, tendo facilitado, entre outras coisas, a criação de uma empresa com isenção do imposto sobre licenças de negócios para pequenas e médias empresas recém-criadas. 

O país também reduziu drasticamente o tempo que se leva para obter conexões de água e esgoto e atualizou a infraestrutura de rede elétrica. 

No total, 3 reformas foram iniciadas pelo país na criação de um negócio, obtenção de uma licença de construção e conexão à eletricidade.

Marrocos

O reino destacou-se com 6 reformas iniciadas em diferentes áreas incluindo, entre outras, o reforço da proteção dos investidores minoritários, a facilitação do processamento de licenças de construção, bem como a redução da taxa do imposto sobre as sociedades. 

Marrocos também facilitou a execução de contratos introduzindo um sistema automatizado que distribui aleatoriamente os casos aos juízes e publicando relatórios sobre o desempenho das medidas judiciais. 

Com uma pontuação de 73,4, o país ocupou a 53ª posição na classificação mundial.

Quénia

No 56º lugar na classificação mundial, o Quénia implementou seis reformas com impacto particular na confiabilidade do acesso à eletricidade e no estabelecimento de um sistema de pagamento online para contribuições sociais. 

A terceira economia da África Subsaariana também investiu em outras áreas importantes, como proteção de investidores minoritários e resolução de insolvência. O país teve uma pontuação de 73,2.

Tunísia

A Tunísia manteve o 5º lugar em África ao conquistar 2 lugares. Destacam-se 3 grandes reformas para o país que tem feito esforços integrando vários serviços num balcão único para a criação de empresas, acelerando o registo de transmissão de propriedade e facilitando o pagamento de impostos com um sistema de auditoria fiscal. Com uma pontuação de 68,7 posicionou-se na 78ª posição mundial.

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