O Banco Mundial vai desembolsar 30 milhões de dólares este ano para financiar projetos em São Tomé e Príncipe e apoiar o Orçamento Geral do Estado, de acordo com informações avançadas esta quarta-feira (13/01) pelo novo diretor de operações para São Tomé e Príncipe, Angola, Burundi e RDC desta instituição.

“Estamos a falar de cerca de 30 milhões de dólares, por enquanto”, sublinhou Jean-Christophe Carret, no final de um encontro com o primeiro ministro Jorge Bom Jesus, que estava acompanhado do seu ministro do planeamento, finanças e economia azul, Osvaldo Vaz.

Jean-Christophe Carret encontra-se a efetuar uma visita de alguns dias a São Tomé e Príncipe, onde terá encontros com vários membros do governo e visitará projetos que estão a ser executados com financiamento do Banco Mundial.

No encontro desta quarta-feira, as duas partes fizeram um balanço das parcerias entre o Banco Mundial  e o Governo do arquipélago e analisaram o andamento dos projetos em curso, designadamente a reabilitação de uma barragem sobre do Rio Contador, situada a pouco mais de 30 quilómetros a norte da capital, reabilitação da Estrada Nacional Nº1, num percurso de mais de 43 quilómetros entre a capital e norte de são Tomé, bem como o apoio financeiro que o BM deu ao governo durante 2020 para atenuar os efeitos da crise da Covid-19.

As ajudas do Banco Mundial ao sector da saúde, a proteção social e na estabilização macroeconómica estavam incluídas no tema de conversa de pouco mais de uma horas como o chefe do governo são-tomense.

As perspetivas para resolver os problemas atuais do país e encarar “em que direção a parceria entre São Tomé e Príncipe e o Banco Mundial pode ir nos próximos cinco anos”, dominou também o encontro.

Neste quadro, as partes analisaram dois grandes temas, nomeadamente a transição energética em São Tomé e Príncipe que vai implicar a substituição progressiva das energias fosseis pelas energias renováveis, bem como o investimento no capital humano.

O Banco Mundial diz que “está a refletir” também sobre um pedido do governo de São Tomé para aumentar o financiamento de ajuda a pessoas mais vulneráveis “a absolver a diminuição da atividade económica”.

O governo anunciou que em 2020 que gastou pelo menos 1,2 milhões de dólares, financiado pelo Banco Mundial em ajudas a 2.640 famílias sem qualquer possibilidade de sobrevivência e quer alargar o numero para 15 famílias até ao primeiro semestre de 2021, precisando para isso empregar uma verba correspondente a oito milhões de dólares.

Jean-Christophe Carret garantiu também que o BM está a trabalhar com o governo num projeto de apoio ao Banco Central destinado a consolidação do sistema do setor bancário e a modernização do sistema de pagamentos.

Um novo programa de reforma na administração pública está a ser equacionado entre a instituição e o executivo de Jorge Bom Jesus cuja execução poderá ser financiada no âmbito do financiamento ao apoio orçamental.

A administração publica são-tomense tem mais de 11. 500 funcionários incluídos nas despesa primarias do país que absorvem anualmente em 21,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

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