BOAD – Guiné-Bissau incluída – lucrou 36,4 milhões de dólares no 1° semestre 2021.

O Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) – do qual é membro a Guiné-Bissau – anunciou para o primeiro semestre de 2021, um lucro líquido bastante próximo ao do mesmo período de 2020, ano da Covid 19. Perdas de valor e outros elementos explicam esse desempenho, que é mais resiliente do que dinâmico.

Para os primeiros seis meses de 2021, o BOAD anunciou um lucro líquido de 20,6 mil milhões de FCFA, ou o equivalente a 36,4 milhões de dólares, segundo publicação financeira datada desta sexta-feira, 8 de outubro, 2021, noticiado pela “agence Ecofin”.

Apesar do crescimento da receita de juros, as outras receitas foram de 8,7 mil milhões de FCFA, abaixo do mesmo período em 2020 (10,5 mil milhões). Isso deve-se às perdas cambiais, reais e potenciais, que atingiram, em registo de contabilidade o valor de 60,34 mil milhões de FCFA, para gastos no valor de 69 mil milhões de FCFA.

Além dessa queda nas perdas cambiais, há um aumento de quase 2 mil milhões de FCFA no custo do risco para a instituição, embora a BOAD tenha clarificado que os custo de risco não são da responsabilidade dos seus clientes, mas sim da depreciação de determinados (sem explicar quais) elementos do seu ativo.

Durante os primeiros 6 meses de 2021, os investimentos pendentes do BOAD em títulos de dívida aumentaram, atingindo 399 mil milhões de FCFA. No entanto, esse envelope, que cresceu 19% em relação ao patamar de junho de 2020, deve render 7,5 mil milhões de juros, ou seja 13,1% a menos do que rendeu em 2020.

Recorde-se de que o BOAD é uma importante instituição de financiamento dentro da UEMOA.

Está presente como acionista em 45 instituições da região, com um capital de 122,24 mil milhões de FCFA.

É também um dos principais promotores do mercado de títulos da região.

Como credor, detém um montante bruto em aberto de 399,2 mil milhões FCFA com participação em emissões de títulos de dívida, que beneficiaram países como Senegal, Burquina Faso, Costa do Marfim, mas também o Togo e Mali, e que cada um desses países lhe deve mais de 45 mil milhões de FCFA.

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