A Costa do Marfim emitiu mil milhões de euros de dívida pública, tornando-se o primeiro país a fazer uma emissão de dívida nos mercados internacionais desde o início da pandemia.

O país liderado por Alassane Outtara pagou juros de 5%, um valor historicamente baixo para os padrões africanos, e parece ter comprovado que o Incumprimento da Zâmbia não teve consequências financeiras para os outros países da África subsaariana.

Numa nota divulgada na sequência da emissão de dívida, a agência de rating Fitch disse que o negócio comprovou que “os países africanos já podem voltar aos mercados” e apontou que os investidores estão bastante recetivos, já que a procura pela dívida marfinense superou a oferta em cinco vezes.

A Fitch salienta ainda que espera que vários emissores da África subsaariana regressem aos mercados financeiros no próximo ano, não só para aproveitar as boas condições atuais, nomeadamente a apetência dos investidores e as pequenas taxas de juro, mas também para angariar o financiamento de que necessitam para fazer as suas economias recuperarem da pandemia de covid-19.



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