Relativamente ao impacto de uma Bolsa de Diamantes em Angola na região da SADC, o Presidente do Conselho Africano de Diamantes, M´Zée Fula Ngenge disse a FinançasAfrik/MercadosAfricanos que os membros da indústria estão a seguir os últimos desenvolvimentos para ver como Angola irá incorporar o envolvimento de outras nações africanas produtoras de diamantes, particularmente na região da SADC.

O responsável disse ainda que “é possível a  perspetiva de cumprir a data alvo de 2021 é bastante realista e está ao nosso alcance, particularmente se o plano de ação da Bolsa for implementado a nível global conforme foi profissionalmente estruturado, e desde que cumpra com um objetivo concentrado de conduzir a região, em vez de correr o risco de ser vítima das pressões para duplicação dos modelos estrangeiros existentes”

“É possível desde que se  cumpra com um objetivo concentrado de conduzir a região, em vez de correr o risco de ser vítima das pressões para duplicação dos modelos estrangeiros existentes” M´Zée Fula Ngenge – Presidente do Conselho Africano de Diamantes

Sobre a Bolsa de Diamantes do Dubai ser ou não o melhor modelo a seguir o presidente do Conselho Africano de Diamantes disse

“Sempre que vemos uma superpotência africana que possui considerável influência e experiência no seio da indústria diamantífera mundial esforçar-se por procurar a assistência ou intervenção de uma autoridade externa não produtora de diamantes que não está testada em África, o senso comum diz-nos que quaisquer recomendações que são tipicamente apresentadas tendem a beneficiar aqueles a quem foi conferido o poder e a responsabilidade de liderar o caminho. Nunca é uma má altura para formar novas alianças, mas é preciso fazer saber que o Dubai é o centro diamantífero mais recentemente estabelecido no mundo e precisa de mais tempo para fazer progressos adicionais, particularmente em África.”

“O senso comum diz-nos que quaisquer recomendações que são tipicamente apresentadas tendem a beneficiar aqueles a quem foi conferido o poder e a responsabilidade de liderar o caminho.” M´Zée Fula Ngenge – Presidente do Conselho Africano de Diamantes

Não podemos descartar o facto de haver vários benefícios em não julgar e ser favorável a métodos ou território desconhecidos, no entanto, nesta fase particular, é provável que os Emirados Árabes Unidos aprendam mais com Angola no sector diamantífero do que as nações africanas estão a aprender com eles.” Disse M´Zée Fula Ngenge em entrevista ao Mercados Africanos

Poderá acompanhar aqui a íntegra da entrevista exclusiva concedida pelo Presidente do Conselho Africano de Diamantes M´Zée Fula Ngenge, onde fala sobre vários assuntos ligados o sector em Angola e África dentre eles, o impacto da pandemia provocada pela Covid-19 no sector diamantífero africano e regional, desde a prospeção a comercialização sobre   relação comercial do sector diamantífero Angolano com outros países africanos em especial os produtores de diamantes

Angola é um dos maiores produtores mundiais de diamantes. As principais áreas de extração de diamantes do país ficam nas províncias da Lunda-Norte e Lunda-Sul, no nordeste de Angola, e as suas pedras preciosas encontram-se entre as mais procuradas em todo mudo.

De referir que em 2019 foi lançada a African International Diamond Exchange (AIDEX), o repositório oficial para a indústria de diamantes da África para fornecer colectivamente apoio remunerativo, fiscal e códigos de conduta corporativos para todas as empresas de mineração registradas no African Diamond Council (ADC) e a Natural Diamond Council (NDC).

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.