Empurradas pela vitória de Joe Biden e pelo anúncio de uma vacina eficaz contra a covid-19 as bolsas dispararam com as ações da Pfizer a subirem vertiginosamente, sobretudo que a anunciada taxa de eficácia de 90% é muito superior à que esperavam os especialistas.

O anúncio de uma futura vacina confiável ocorre em um momento em que os Estados Unidos, assim como a Europa, enfrentam recordes de novos casos nos últimos dias e que o acúmulo de novas restrições para conter a segunda onda poderia prejudicar seriamente a reativação econômica.

A possibilidade real de uma vacina beneficiou os setores mais afetados pelas medidas restritivas, tais como o das viagens e aeronáutica. A notícia dos laboratórios provocou altas enormes na Airbus (+18,5%), IAG (+25,5%), Lufthansa (+19,8%), Rolls Royce (+43%) e EasyJet (+35,5%).

Na Wall Street, a American Airlines (+15,18%) e a United Airlines (+19,15%) e os cruzeiros Carnival (+39,22%) levaram a melhor entre estas empresas.

Por outro lado, as empresas que beneficiam com as medidas do confinamento registraram fortes quedas. Por exemplo em Frankfurt, a Delivery Hero (entrega de comida à domicílio), a Hello Fresh (entrega de cesta de comida para cozinhar em casa) perdeu 18,2%. Em Londres, Ocado caiu 8,26% e a Just Eat Takeaway 7,14% e aZoom Video, especializada em videoconferências, recuou 17,37%.

No entanto a realidade foi mais forte e os mercados financeiros voltaram a cair em Paris, Londres, Frankfurt, o EuroStoxx , o FTSEurofirst e em Nova Iorque o Dow Jones e o Nasdaq Composite também desceram.

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