Comemoração da passagem de ano na praia mais famosa do Brasil começou com o Candomblé, religião de matriz africana.

A maior parte dos brasileiros celebraram a passagem do ano de 2020 para o ano de 2021 sem grandes festas e sem ver as tradicionais queimadas de fogos de artifício, que foram cancelada em razão da pandemia de covid-19 nas maiores cidades do país.

 No Rio de Janeiro, onde acontece a festa de Réveillon mais famosa do Brasil, na praia de Copacabana, que no ano passado reuniu cerca de 2,9 milhões de pessoas, a queima de fogos e os eventos musicais foram todos cancelados para evitar aglomerações.

Muitas vias de acesso a esta e outras praias ‘cariocas’ serão fechadas, mas os moradores poderão ir até a beira do mar e reproduzir tradições brasileiras de boa sorte disseminadas por adeptos do Candomblé, religião de matriz africana criada no Brasil.

A prefeitura de câmara do Rio de Janeiro chegou a planear uma festa alternativa sem a presença de público e sem a tradicional queima de fogos de artifício.

O evento programado previa a exibição ao vivo na televisão e nas redes sociais de concertos de grupos musicais, que organizaria a partir de palcos montados em seis locais turísticos distintos e aos quais o público não teria acesso.

O formato virtual da festa acabou cancelada pelas autoridades locais “devido ao cenário atual da pandemia covid-19”.

A prefeitura do Rio de Janeiro informou que optou pelo cancelamento de qualquer tipo de celebração, inclusive o modelo alternativo que havia proposto, “em respeito a todas as vítimas e em favor da segurança de todos”.

O Brasil é um dos países mais afetado pela pandemia e no mundo. Segundo as autoridades locais, o país contabilizar o segundo maior número de mortos (193.875) ficando atrás apenas dos Estados Unidos (342.414), e mais de 7,6 milhões de casos de covid-19 oficialmente notificados.

Religião africana e o Ano Novo em Copacabana

As primeiras notícias sobre festa de Ano Novo em Copacabana começaram a ser divulgadas na década de 1960 quando os adeptos do Candomblé faziam rituais de passagem de ano no local.

Os religiosos iam até praia de Copacabana vestidos branco para saudar Iemanjá, orixá das águas salgadas, e fazer oferendas que eram levadas ao mar antes da meia-noite no dia 31 de dezembro.

A cor branca, que representa o luto pela morte que permite o renascimento e continuação da vida no Candomblé, tornou-se uma tradição no país. Grande parte dos brasileiros usa banco na passagem de ano por influência desta tradição até os dias de hoje.

Nos anos 1980 comerciantes e donos de hotéis passaram a organizar queimas e cascatas de fogos de artifício em Copacabana, transformando o evento de Réveillon na região e no resto da orla do Rio de Janeiro numa grande festa popular que atrai milhares de turistas.

Na passagem de 2020 para 2021 as celebrações foram canceladas, mas muitos brasileiros devem ir para a beira do mar pular 7 ondas e pedir um desejo para cada uma delas, outra tradição africana celebrada em Copacabana e em todo o litoral brasileiro em homenagem a Iemanjá e os orixás do Candomblé e da Umbamba, outra religião de matriz africana criada no país.

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