Os ministros da Defesa de Moçambique e Portugal reuniram-se ontem, em Maputo, para avaliar, entre outros assuntos, as possibilidades de apoio ao Governo e respetivas áreas de atuação no combate ao terrorismo e à violência armada no país.

O encontro entre Jaime Neto (Moçambique) e João Gomes Cravinho (Portugal) realizou-se no âmbito da cooperação bilateral entre os dois Estados e enquadra-se na visita que este último efetua ao país desde (09/12).

Os dois dirigentes apreciaram temas como a cooperação entre a União Européia e Moçambique na área de Defesa e Segurança e apoio nas ações de combate ao terrorismo em Cabo Delgado; o ponto de situação sobre o desenvolvimento do programa-quadro em vigor e perspectivas para um novo; e a componente de Defesa na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Jaime Neto disse na ocasião que na esfera de Defesa Nacional a atuação do Governo está orientada para a consolidação da paz, coesão patriótica; elevação da capacidade defensiva das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Afirmou que um dos grandes desafios das FADM é a formação e capacitação do capital humano, de modo a desenvolver as competências para interpretar a ciência e a arte militares, bem como aprimorar, organizar e estruturar as unidades militares.

Segundo Jaime Neto, o sector de defesa continua a potenciar-se e a cooperar com os parceiros internacionais, entre os quais a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). “Aqui pretendemos fazer face ao terrorismo em Cabo Delgado e à instabilidade nas províncias de Manica e Sofala”, acrescentou.

O ministro da Defesa Nacional agradeceu a pronta resposta da União Europeia na manifestação da sua total disponibilidade em prestar assistência ao país em Cabo Delgado. “Reiteramos o pedido de apoio”, ajuntou.

Relativamente ao processo de implementação do Programa-Quadro 2018-2021, os ministros da Defesa consideram de positivo. Consideraram a formação como sendo um pilar base da cooperação.

Por sua vez, o ministro da Defesa de Portugal, João Gomes Cravinho, afirmou que os desafios que Moçambique enfrenta são também de Portugal, destacando a proximidade dos dois países e as relações de amizade.

“E aquilo que Portugal sente é que quando Moçambique tem desafios particulares, são também desafios que dizem respeito a Portugal e às relações de amizade entre os dois países”, declarou.

João Gomes Cravinho esclareceu que veio a Maputo em resposta rápida ao pedido de Jaime Neto e porque os dois países “são próximos” e, na conjuntura atual, é fundamental a cooperação entre Moçambique e Portugal, na medida em que as dinâmicas que afetam um, podem rapidamente afetar o outro.

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