Cabo Verde: 8° país africano e 1° PALOP com mais Governo eletrónico

A ONU publicou um estudo global, no qual também se faz uma analise detalhada sobre a classificação dos países africanos de acordo com o nível de digitalização dos seus serviços públicos em 2020, segundo relatório da ONU a que teve acesso Mercados Africanos

Pagar impostos, solicitar um visto, abrir uma empresa são procedimentos administrativos que vários países africanos tornaram possíveis online no ano passado (2020).

A pandemia global obrigou a que “as coisas” avançassem em relação à atitude generalizada de “esperar para ver” dos últimos anos.

Em 2020, a África registou o maior número de países que melhoraram o seu nível de desenvolvimento de governo eletrónico (EGDI), de acordo com as Nações Unidas.

Vários países adotaram estratégias, políticas e planos digitais que lhes permitiram melhorar o seu nível africano e global e passar à frente de muitos outros. É o caso do Zimbabué, que ultrapassou largamente os Camarões e o Senegal, ou mesmo a Argélia, que deixou a Zâmbia para trás.

As Nações Unidas relataram que os países com alto índice de desenvolvimento de governo eletrónico (HEGDI na sua sigla em Inglês) passaram de seis em 2018 para quatorze em 2020. Os países com índice baixo (LEGDI na sua sigla em Inglês) diminuíram de quatorze para sete.

As Ilhas Maurícias, Seychelles e África do Sul lideram a classificação de governo eletrónico na África, com Cabo Verde em oitavo lugar.

Olhando para os PALOP, Cabo Verde está em 1° lugar seguido de São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné Equatorial e finalmente a Guiné-Bissau.

No entanto, “lacunas persistentes na infraestrutura e no desenvolvimento do capital humano impediram muitos países desta região de passar para o nível seguinte”, afirma o mesmo estudo.

Durante a pandemia do coronavírus, muitos países africanos enfrentaram a dificuldade de manter a continuidade dos serviços públicos. Bloqueio em alguns países, restrições ao número de funcionários ativos em prol do distanciamento social em outros, forçaram vários governos a acelerar a digitalização de vários procedimentos administrativos.

Para as populações africanas, o desenvolvimento do nível de governo eletrónico melhorará significativamente o seu relacionamento com as administrações públicas, melhorando a disponibilidade, acessibilidade e transparência.

Para os governos, é também uma promessa de melhoria da gestão pública.

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