O Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro e da Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, que esteve presente na sessão ordinária do Conselho de Ministros e na Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO que decorreu em Niamey, Níger, diz que a abertura da Embaixada de Cabo Verde em Abuja é um claro sinal de integração e aproximação da CEDEAO, leu Mercados Africanos ontem (19/01) numa noticia do portal do Governo do Cabo Verde.

“Tradicionalmente, Cabo Verde não tem estado muito por dentro das reuniões e das grandes decisões da CEDEAO. Temos esta questão do afastamento físico enquanto ilhas, mas a abertura da embaixada na Nigéria, a criação do Ministério da Integração Regional são sinais fortes que nós devemos nos integrar efetivamente na CEDEAO”, disse o ministro em declaração à imprensa.

“A nossa embaixada na Nigéria irá desempenhar um papel fundamental na aproximação em relação às instâncias da CEDEAO. Nós temos muitas possibilidades de atrair investimentos importantes da região para Cabo Verde e, em contrapartida, as especificidades do país e a nossa experiência poderá ser útil à CEDEAO”.

Para Rui Figueiredo Soares, esta aposta deve ser nos dois sentidos, para que  haja um aprofundamento do conhecimento mútuo, para que haja um aprofundamento dos investimentos. “Isto é necessário para que quadros cabo-verdianos possam usufruir de oportunidades na CEDEAO. Por exemplo, falou se muito dos postos de trabalho existentes na instituição que não são ocupados nem por cabo-verdianos nem por Bissau-guineenses e a nossa embaixada terá um papel fundamental nesse campo”.

Há grandes investimentos que se fazem a nível da CEDEAO que Cabo Verde não usufruiu e o Ministro, na sua intervenção no 84ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros da CEDEAO em Niamey, fez referência ao Estudo sobre o atendimento das Especificidades do país enquanto nação insular. Cabo Verde irá se socorrer do artigo 68.º do Tratado Revisto que prevê um tratamento Especial, caso necessário, para os Estados Membros insulares e sem litoral, no que se refere à aplicação de certas disposições do Tratado.

O antigo presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Francisco Tavares, foi nomeado recentemente como primeiro embaixador de Cabo Verde na Nigéria.

 No que toca à candidatura de Cabo Verde à presidência das instituições da CEDEAO, o Ministro disse que o país aventa a possibilidade. ” As nossas chances como país de expressão portuguesa, que nunca teve a presidência das instituições da CEDEAO, existem de facto, mas há outros países que estão a posicionar-se nesta matéria e, além disso, devemos ter em conta que no próximo ano, 2021, teremos eleições legislativas e presidenciais, por conseguinte, teremos de negociar isto com todos os parceiros”.

“Gozamos de uma simpatia natural junto da maior parte dos países da CEDEAO, até pelo facto, juntamente com a Guiné-Bissau, nunca nenhum país de expressão portuguesa ter assumido a presidência das instituições. Seria um bom sinal para se demonstrar o compromisso que Cabo Verde tem com a CEDEAO”, concluiu.

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