Cabo Verde: Converter dívida em fundos de investimento

O alívio, restruturação ou perdão da dívida externa de Cabo Verde é um objetivo de curto prazo assumido pelo Governo, que está em conversações com credores internacionais, nomeadamente Portugal, para libertar recursos financeiros para a retoma económica após a pandemia.

Olavo Correia já tinha anunciado há cerca de uma semana que Cabo Verde vai propor aos credores internacionais a conversão de uma parte da dívida pública externa em fundos climáticos, para financiar a recuperação económica no pós-pandemia e a mitigação das consequências das alterações climáticas.

“Estamos a propor, e todos os pequenos países insulares também, que seja feita uma conversão de parte da dívida externa em fundos climáticos. Significa que os países desenvolvidos, que são nossos credores, possam converter uma parte da dívida externa em linhas de financiamento, em fundos, para investimento nas alterações climáticas”, anunciou o vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, à margem da 9.ª Conferência sobre as Mudanças Climáticas em África.

O evento decorreu na cidade de Santa Maria, na ilha do Sal, e Olavo Correia explicou que a conversão da dívida pública externa servirá, na proposta em cima da mesa, para financiar projetos nas energias renováveis, no acesso à água e à energia, na economia circular e em “todas as matérias” relacionadas com a resposta às alterações climáticas.

“Pensamos que ao mesmo tempo também podemos criar novos instrumentos de financiamento. Os fundos verdes, os fundos azuis, a conversão da dívida em fundos de investimento, mas também contribuição de parceiros internacionais para criar um bolo de financiamento maior para permitir que os nossos países consigam investir nos setores da educação, da saúde, das infraestruturas, mas também nas áreas que têm a ver com a promoção das alterações climáticas”, apontou.

“Temos aqui um caminho a percorrer e queremos fazer um apelo à comunidade internacional para que aceda a esses novos desafios de financiamento, criando condições para que o acesso seja mais fácil para os nossos países e em melhores condições, para que tenhamos condições de continuar a investir nos setores fundamentais para o nosso futuro”, disse ainda Olavo Correia.

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