Um “trabalho consolidado” e uma “voz forte”. É assim que a presidente da Associação de Jovens Empresários de Cabo Verde (AJEC) caracteriza o percurso da agremiação criada há 12 anos.

Mesmo assim, Lúcia Cardoso entende que ainda há muito trabalho a fazer, sobretudo ultrapassar as dificuldades, como a burocracia do sistema bancário conservador, que torna o dinheiro mais caro para os micros empreendedores.

Fundada há 12 anos, a AJEC conta atualmente com pouco mais de 200 sócios em todo o país, até aos 40 anos, que pagam uma conta de 500 escudos mensais.

Por serem jovens, ainda não têm muita experiência, nem bens, currículo, capital social ou credibilidade na praça, e deparam igualmente com muita burocracia, por exemplo, para acesso ao crédito.

“A banca ainda é muito conservadora no que concerne ao acesso ao crédito. O dinheiro em Cabo Verde é caro, temos juros altos”, avaliou Lúcia Cardoso, considerando que os sucessivos governos têm estado a fazer um “esforço” para fomentar o empreendedorismo com várias medidas, mas tem uma certeza: ainda há um longo caminho a percorrer.

“Não é fácil, exige muita persistência”, notou. A agravar, sublinhou que o mercado é muito pequeno e frequentado pelas diversas ilhas do arquipélago cabo-verdiano, também com dificuldades nos transportes. “Tudo isso funcionam como empecilhos”.

Áreas de negócios e papel das mulheres

Confeitaria, artesanato, decoração, bijutaria, cosmética e serviços de beleza são algumas das áreas que os jovens cabo-verdianos escolhem para começar um negócio, muitos desenvolvidos por mulheres e voltadas para o comércio.

A presidente da AJEC entende, porém, que ainda é preciso muita sensibilização e informação para mais adesão dos jovens aos negócios.

Lúcia Cardoso mencionou ainda iniciativas nas áreas das tecnologias de informação e comunicação (TIC), do agronegócio, dos negócios sustentáveis, do turismo.

“Mas isso ainda é um bocadinho menor e penso que ainda há muito trabalho a ser feito”, reconheceu a presidente, que apontou a saúde com uma área a ser explorada pelos micro empreendedores.

Ricardino Pedro

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