O ritmo de crescimento económico, na perceção de confiança dos empresários cabo-verdianos, voltou a cair no terceiro trimestre deste ano, atingindo mínimos de quatro anos e três meses.

O Indicador de Clima Económico, com dados do inquérito à conjuntura aos agentes económico, divulgado este mês pelo INE cabo-verdiano, refere que a “conjuntura económica” continua “desfavorável”, tal como nos dois trimestres anteriores.

“O ritmo de crescimento económico continua a abrandar no terceiro trimestre 2020, registando o valor mais baixo dos últimos 17 trimestres consecutivos, evidenciando de que o clima de negócios é ainda desfavorável”, reconhece o INE.

Ou seja, há quatro anos e três meses que a confiança dos empresários não era tão baixa. Do último trimestre de 2019 para o primeiro de 2020, este indicador já tinha passado de um índice positivo de 15 pontos, para um valor negativo de sete pontos. No segundo trimestre do ano o índice desceu para oito pontos negativos e no terceiro trimestre para praticamente 10 pontos negativos.

No setor do turismo e restauração, o indicador de confiança, de julho a setembro, “manteve a tendência descendente dos últimos trimestres”, registando o valor mais baixo de 20 trimestres consecutivos. Dito de outra forma, há cinco anos que a confiança dos empresários deste ramo não era tão reduzida.

Mas, como tudo, há nichos e oportunidades que também surgem, como a empresa ‘iFome’, empresa que é também uma aplicação de telemóvel, fundada em 2017 e que antes da pandemia já era uma referência na entrega de refeições ao domicílio em Cabo Verde.

A administração da empresa admitiu anteriormente que a pandemia chegou a triplicar o serviço, para mais de 200 refeições por dia pedidas e entregues na cidade da Praia, obrigando a crescer, além dos 18 colaboradores e motorizadas que antes da pandemia eram utilizadas.

Entre outros setores, o indicador de confiança do INE analisou ainda os transportes e serviços auxiliares, concluindo que no terceiro trimestre “inverteu a tendência descendente” dos anteriores, com a retoma das ligações aéreas domésticas e alguns voos internacionais, mas ainda “evoluindo negativamente face ao trimestre homólogo” e apresentando uma conjuntura “desfavorável”, segundo os empresários devido aos constrangimentos provocados pela pandemia de covid-19.

Depois de encerrado a voos internacionais comerciais de 19 de março a 12 outubro, o Governo cabo-verdiano aposta na retoma da atividade turística a partir de 15 de dezembro, com a mobilização, em curso, de operadores turísticos e a criação de condições de segurança sanitária sobretudo nas ilhas do Sal e da Boa Vista.

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