O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, assegurou hoje que o Governo vai continuar a reforçar a liquidez das empresas através do Orçamento do Estado para 2021, assumindo que é necessário “manter a confiança”.

 

A posição surge numa altura em que a Assembleia Nacional deverá começar a debater, nos próximos dias, a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2021, fortemente marcado pela covid-19 e pela crise económica provocada pela pandemia, que há praticamente oito meses deixou o arquipélago sem turismo, a sua principal fonte de receita.

 

“No quadro do Orçamento do Estado para 2021, as linhas de financiamento ‘covid’, como as linhas de ecossistema vão continuar em vigor, quer através da bonificação ou garantias do Estado, permitindo, assim, o acesso ao financiamento mais facilitado”, garantiu Olavo Correia, que é também ministro das Finanças de Cabo Verde.

 

Acrescentou que, em simultâneo, serão disponibilizadas “linhas de refinanciamento para as instituições de microfinanças e linhas de microfinanciamento”: “Queremos que micro e pequenos negócios hoje, sejam médios e grandes negócios amanhã”.

 

Explicou que estão previstos 7.000 milhões de escudos (cerca de 65 milhões de euros) para garantias do Estado a financiamentos pedidos pelas empresas em 2021, na linha de medidas mitigadoras que já começaram a ser implementadas em abril, nomeadamente o regime de lay-off simplificado.

 

“Para permitir alavancar o montante necessário de financiamento quer para protegermos as empresas, mas também para criarmos as condições no sentido da recuperação da atividade económica”, explicou.

 

Por outro lado, sublinhou, o Governo está a criar uma linha de financiamento com bonificação de juros até 100% pelo Estado cabo-verdiano para as empresas “que investirem na recuperação do negócio, ou no aumento da capacidade instalada, e investir na manutenção ou criação de novos empregos”.

 

Depois de uma recessão histórica, entre 6,8% e 8,5% este ano, as previsões do Governo na proposta de orçamental para 2021 apontam para um crescimento económico de 4,5%, o que depende do controlo da pandemia e da retoma do turismo.

 

O Governo cabo-verdiano prevê para 2021 uma inflação de 1,2%, um défice orçamental de 8,8%, uma taxa de desemprego a reduzir de 19,2% para 17,2% e uma dívida pública de 145,9% do PIB.

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