CAF faz um gesto amigável aos clubes europeus.

A Confederação Africana de Futebol (CAF), depois de ter resistido às pressões dos clubes europeus e decidido manter o CAN 2021 de 9 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2022 conforme planeado, concordou, após intercâmbio com a FIFA, em fazer um gesto em direção aos clubes europeus.

Para vencer uma guerra, às vezes é preciso saber perder uma batalha.

Assim, já não foi a 27 de Dezembro de 2021, mas sim a partir do dia 4 de Janeiro de 2022, que os clubes europeus serão obrigados a deixar partir os jogadores africanos selecionados para jogarem na fase final do CAN.

O Fórum que reúne as principais ligas europeias, apresentou este pedido à FIFA recentemente e foi finalmente aceite.

“A CAF decidiu assumir um compromisso de solidariedade em relação à saída dos jogadores pelos respetivos clubes em determinadas circunstâncias”, indica uma carta assinada pelo secretário-geral adjunto da FIFA, Mattias Grafström, antes de detalhar os termos deste compromisso.

Preparação das seleções seriamente interrompida

Esta isenção só será válida para clubes que tenham jogos oficiais no programa entre 27 de dezembro 2021 e 3 de janeiro 2022, em particular na Premier League, França (oitavas de final do Coupe de France), Espanha, Turquia, Portugal e a Bélgica, que já parou na noite do dia 27 dezembro 2021.

No entanto, esta é uma péssima notícia para os treinadores africanos que terão de lidar com um plantel menor durante boa parte do estágio e nos primeiros amistosos.

Recorde-se que tal como Mercados Africanos tinha noticiado devido a especulações e denúncias sobre um provável adiamento da 33ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), Samuel Eto’o, Presidente da Federação camaronesa e futebol, tinha afirmado, em entrevista ao canal televisivo francês, Canal+, que não havia razões para cancelar ou adiar a prova:

«Não vejo porque não se realizar o CAN. A Federação que eu represento vai defender a todo o custo a realização do Campeonato Africano das Nações. Se o Campeonato da Europa decorreu em plena pandemia, com estádios repletos, e sem incidentes, em várias cidades europeias. Então porque é que o CAN não se realizaria nos Camarões? Deem-me uma razão válida? Ou então estão a dizer-nos que, como fomos sempre tratados, não valemos nada então temos de aceitar o que acontece? Que nos digam claramente as coisas. E acrescento que, o que é ainda mais difícil, é que alguns africanos são cúmplices dessa forma de nos tratarem», concluiu Samuel Eto’o.

O que pensas desta “guerra”? Este braço de ferro entre os clubes europeus e a CAF serviu para alguma coisa? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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