O Ruanda apresenta condições ideais de cultivo de café que incluem altitude elevada, chuvas regulares e solos vulcânicos com boa estrutura orgânica.

A vasta maioria do café ruandês é produzida por pequenos proprietários, dos quais se estima que existam cerca de meio milhão, com parcelas de terra frequentemente não muito maiores do que apenas um hectare por família.

O café é cultivado na maior parte do país, com concentrações particularmente grandes ao longo do Lago Kivu e na província do sul.

Os pequenos proprietários organizam-se em cooperativas e compartilham os serviços de estações de tratamento centralizadas – ou estações de lavagem, como são conhecidas localmente.

Este café excecionalmente agradável para os conhecedores europeus, “atacou” ─ durante a pandemia e os sucessivos confinamentos globais ─ o mercado asiático, sobretudo o da China, através de plataformas online pertencentes ao gigante do comércio eletrónico chinês Alibaba, aumentaram 400% em 2020, segundo informações do próprio Alibaba.

Desde 2018, diferentes marcas de café ruandês estrearam-se no mercado online chinês.

Isso foi possível graças à Electronic World Trade Platform (eWTP), e um acordo assinado entre o Ruanda e a empresa de comércio eletrónico em 2018, que visa abrir portas para que pequenos negócios em África participem do comércio eletrónico global e possam vender os seus produtos no mercado chinês.

O aumento nas vendas de café ruandês na China demonstrou a popularidade das exportações ruandesas entre os consumidores chineses.

Embora o Alibaba não tenha divulgado detalhes dos volumes, o periódico ruandês, The New Times divulgou que a Rwanda Coffee Company, produtora do Gorilla Coffee, uma das três marcas comercializadas na China, tinha vendido mais de 7,2 toneladas em 2020.

Em declarações ao The New Times, David Ngarambe, presidente-executivo da Rwanda Coffee Company, disse que estes números ainda são modestos, mas observou que este tipo de aumento é promissor, pois a marca procura construir uma maior visibilidade no movimentado mercado online chinês.

Ele atribuiu o aumento das vendas a duas sessões de transmissão ao vivo realizadas pelo Alibaba na China para promover o café de Ruanda. “Esses dois eventos de transmissão ao vivo aumentaram a visibilidade e o reconhecimento de nossa marca na China”.

Os dois eventos ocorreram em 2020 durante a pandemia e milhares de consumidores chineses, confinados, conheceram o café de Ruanda. Num dos eventos ocorridos em maio, assistiram mais de 10 milhões de pessoas e cerca de 1,5 tonelada de grãos de café torrado ruandês foram vendidas em segundos.

“O crescimento está aí. A tendência é positiva. O potencial está aí – e é enorme na verdade”, sublihou ele.

Pela redação

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