Camarões transforma lixo em fertilizantes.

Nos Camarões, as autoridades de Garoua, capital da região norte, preparam um contrato para a instalação de uma fábrica de reciclagem de transformação de resíduos em fertilizantes agrícolas.

A cidade de Garoua produz 170 toneladas de lixo doméstico por dia, 85% dos quais são biodegradáveis.

Nesta cidade, o município quer implantar um sistema “moderno” para garantir uma melhor gestão.

Para isso, será construída uma central de reciclagem e a Câmara Municipal fornecerá os resíduos à empresa adjudicatária, que por sua vez os transformará em fertilizantes, que será então, disponibilizado aos agricultores.

Espera-se que o uso deste composto natural aumente a qualidade e a quantidade dos rendimentos agrícolas em um ambiente mais saudável e facilite o desenvolvimento sustentável.

Embora ainda não tenha sido revelado o nome da empresa selecionada para construir esta central de valorização de resíduos para fertilizantes, as autarquias locais indicam que os fundos gerados com estas atividades permitirão a longo prazo a criação de postos de trabalho para jovens de forma a estimular o crescimento desta cidade de cerca de 2 milhões de habitantes.

Em Garoua, o método de recolha de resíduos domésticos mais comum é o porta-a-porta, com caminhões basculantes a recolherem os resíduos das famílias.

São estes resíduos (orgânicos) que vão agora acabar em compostagem graças ao projeto apoiado pela autarquia.

Além deste tipo de transformação de resíduos orgânicos em fertilizantes, em outras cidades camaronesas como Douala, a capital económica, a iniciativa “WEEECAM” lançada em 2017 já permite a reciclagem de lixo eletrónico, incluindo telefones, écrans de plasma, aires condicionados, eletrodomésticos, entre outros.

Segundo os seus promotores, estes resíduos contêm substâncias tóxicas como o amianto ou compostos radioativos.

 

Que achas deste tipo de reciclagem? Devia-se repetir a experiência em outras cidades? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”

Imagem: (CC BY-SA 4.0) 2018 Alfred T. Palmer/Wikimedia
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