CAN2021: Diáspora em força nos quartos.

Começa hoje a fase dos quartos-de-final do CAN com os jogos, às 17h00, Gâmbia vs. Camarões, no Estádio Japoma e às 20h00, Burquina Fasso vs. Tunísia, em Garoua.

Este CAN dos Camarões teve uma representação sem precedentes de jogadores da diáspora nas seleções nacionais.

Das 16 seleções apuradas para os oitavas de final, 12 eram compostas exclusivamente por jogadores da diáspora (incluindo da 2ª geração).

As seleções de Comores, Marrocos, Guiné Equatorial, Guiné e Senegal tinham uma maioria de jogadores nascidos no estrangeiro.

Somente o Egito e Maláui deram prioridade aos jogadores do campeonato nacional.

Uma das consequências desta integração da diáspora (muito positiva, aliás) é a preocupação por esses jogadores dos seus clubes ou outras entidades desportivas, pela sua saúde e por tabela das decisões que as seleções nacionais e a CAF possam tomar para os proteger.

Senão vejamos o caso da “estrela do Liverpool”, Sadio Mané, que chocou frontal e violentamente, cabeça contra cabeça, com Vozinha, dos Tubarões Azuis.

Atordoado após o confronto direto com Vozinha na terça-feira, 25 de Janeiro de 2022, durante os oitavos-de-final do CAN2021, no jogo entre o Senegal e Cabo Verde (2-0), Sadio Mané, um dos jogadores da diáspora, fez exames no hospital que não revelaram vestígios de concussão, embora o avançado senegalês continue a ser monitorado de perto, segundo o médico dos Leões de Teranga, Abdourahmane Fédior.

A polémica surgiu após o médico ter mencionado uma possível participação do jogador do Liverpool neste domingo, 30 de Janeiro de 2022, contra a Guiné Equatorial, nos quartos-de-final.

“Todos os sintomas que ele tinha em campo desapareceram. A sua condição requer monitoramento bastante próximo. Dentro de dois dias veremos como se comportará. Clinicamente, está tudo bem. E está tudo normal no raio-X”, explicou o médico num vídeo transmitido pela Federação Senegalesa (FSF).

No entanto, provavelmente não confiando nas capacidades do médico senegalês, o vice-diretor geral da associação britânica Headway, especializada em concussões, Luke Griggs, manifestou-se duramente e disse:

“À primeira vista, isso parece mais um exemplo de uma equipa que coloca os resultados antes da segurança de seus jogadores. Foi uma colisão terrível que claramente deixou os dois jogadores tão angustiados que uma concussão deveria ter sido considerada uma possibilidade, no mínimo. [….] deveria ter resultado na substituição de Mané “, disse Griggs à BBC.

Griggs dirigiu-se diretamente à CAF e pôs em dúvida a sua capacidade de liderança: “É simplesmente chocante que isto continue a acontecer”

Sob intensa pressão, interessante de notar qual será a decisão do Senegal de declarar Mané apto ou não, para este jogo decisivo para as aspirações dos Leões.

Da nossa parte perguntamos desde quando a UEFA interfere nas decisões de quem joga ou não nas seleções européias, então porque terá uma palavra a dizer sobre os jogadores da diáspora?

 

O programa dos quartos-de-final (GMT+1)

Sábado 29 de Janeiro

17h00, Gâmbia vs. Camarões, no Estádio Japoma

20h00, Burquina Faso vs. Tunísia, em Garoua

Domingo 30 de Janeiro

17h, Egito vs. Marrocos, em Yaoundé (Estádio Ahmadou Ahidjo)

20h00, Senegal vs. Guiné Equatorial, em Yaoundé (Estádio Ahmadou Ahidjo)

 

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