CAN2021 mantem-se, apesar das “manobras” europeias.

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Fim das últimas especulações e denúncias sobre um provável adiamento da 33ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN).

De 9 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2022, os Camarões vão acolher a maior competição do futebol africano e o maior evento desportivo mais importante do continente e isto apesar da pressão dos clubes europeus, que queriam adiar a CAN para evitarem que os jogadores africanos saíssem dos clubes alegando a variante Ómicron.

De notar que Samuel Eto’o, Presidente da Federação camaronesa e futebol, tinha afirmado, em entrevista ao canal televisivo francês, Canal+, que não havia razões para cancelar ou adiar a prova:

«Não vejo porque não se realizar o CAN. A Federação que eu represento vai defender a todo o custo a realização do Campeonato Africano das Nações. Se o Campeonato da Europa decorreu em plena pandemia, com estádios repletos, e sem incidentes, em várias cidades europeias. Então porque é que o CAN não se realizaria nos Camarões? Deem-me uma razão válida? Ou então estão a dizer-nos que, como fomos sempre tratados, não valemos nada então temos de aceitar o que acontece? Que nos digam claramente as coisas. E acrescento que, o que é ainda mais difícil, é que alguns africanos são cúmplices dessa forma de nos tratarem», concluiu Samuel Eto’o.

A confirmação foi dada nesta terça-feira, dia 21 de Dezembro de 2021 em Yaoundé, capital dos Camarões, após uma audiência entre o Chefe de Estado camaronês Paul Biya e o Presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), o sul-africano Patrice Motsepe.

“Estarei nos Camarões a 7 de Janeiro de 2022 para ver futebol. Principalmente, para viver a partida de abertura, Camarões-Burquina Faso, no dia 9 de janeiro e ficarei para ver o que Samuel Eto’o me disse, ou seja, os Camarões a levantarem o troféu”, disse o chefe do futebol continental.

Um discurso inequívoco que fecha definitivamente o debate sobre um possível adiamento do CAN e que dá um estrondo de alegria ao coração de milhões de adeptos do futebol, para além das 24 seleções do continente que vão participar neste evento desportivo.

Logo após esta confirmação da CAF, várias seleções anunciaram que irão “direto para o verde”, a fim de refinar a preparação antes do pontapé inicial do que os camaroneses desejam “o CAN mais bonito da história”.

Após uma reunião com o Presidente dos Camarões, Paul Biya, Patrice Motsepe disse que os Camarões tinham realizado “Um excelente trabalho para receberem a CAN. Os camaroneses vão ter orgulho, bem como o povo africano”.

No que diz respeito à pressão dos clubes europeus, que ameaçam não libertarem os jogadores, Patrice Motsepe não se mostrou preocupado:

«Queremos que os jogadores africanos joguem na Europa, que tenham sucesso e que atuem no mundo inteiro. Mas também queremos construir um futebol africano para que ele seja de excelência. Vamos colaborar com todos os clubes. De qualquer modo estamos protegidos pelas regras da FIFA que impedem os clubes de não libertarem os jogadores para uma competição oficial. Isso é muito importante porque o continente não pode passar sempre em último lugar», concluiu Patrice Motsepe.

Pela primeira vez, a CAN terá 24 equipas divididas em seis grupos.

O que acha? Porque estarão a acontecer estas manobras dos clubes europeus? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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