Segundo o gestor, desde a abertura a Casa do Cidadão já prestou mais de 1,2 milhões de serviços presencialmente nos seus balcões, com o pico a ser atingido no ano passado, com 172.632. Além dos serviços presenciais, a instituição presta ainda serviço através de canais remotos, no portal Porton di nos Ilhas, que arrancou em dezembro de 2007 e em 2019 atingiu o pico de aproximadamente 4,5 milhões de acessos aos 295 serviços aí disponíveis. É a página com mais acessos em Cabo Verde, orgulhou-se o gestor João Cruz.

Outro canal remoto são as chamadas, com o responsável a indicar que a Casa do Cidadão teve um pico em 2018, com 131.245 chamadas. E desde que começou a funcionar, João Cruz indicou que a casa já atendeu mais de 460 mil chamadas, a grande maioria (95%) de Cabo Verde e os restantes da diáspora.

“A Casa do Cidadão atingiu uma grande importância, também pela qualidade do serviço demonstrado. Esta que é a grande questão, até porque cada vez mais outras instituições vão fazendo parceria”, salientou João Cruz.

Balcão Único leva serviços mais próximo do cidadão

Desde 2017, outro projeto desenvolvimento pela Casa do Cidadãos é o Balcão Único, colocado em conjunto e nas câmaras municipais. Com este balcão, já em 19 nos 22 municípios do país, um munícipe que vai tratar qualquer assunto na respetiva câmara municipal consegue no mesmo balcão tratar qualquer dos assuntos que a Casa do Cidadão presta, desde a parte de empresas e certidões.

“Primeiro, levar o serviço cada vez mais perto do cidadão e, segundo, transformar esses serviços das orgânicas, para que tenham a mesma qualidade”, salientou o gestor, referindo que, com este serviço, a Casa do Cidadão também torna-se responsável pela modernização administrativa, que lhe valeu em 2017 o prémio nacional da qualidade.

Em todo o país, a Casa do Cidadão tem um total de 61 balcões, em que 19 seguem o modelo de balcão único, e mais 33 espalhados por nove países onde a comunidade cabo-verdiana é mais expressiva, com destaque para Portugal, que contabiliza 25 balcões.

60 milhões de escudos de orçamento anual

Anualmente, o orçamento da Casa do Cidadão ronda os 60 milhões de escudos cabo-verdianos, financiado pelo Estado, que utiliza para o seu funcionamento, mas o gestor disse que ainda não é suficiente. Por isso, tem de socorrer-se das receitas próprias dos serviços prestados para os investimentos necessários. E um dos investimentos tem sido as atualizações constantes das suas plataformas, fazer o máximo de integrações possíveis.

“Meu Espaço” na ilha do Fogo

Em 2019, a Casa do Cidadão investiu num novo modelo em Santa Catarina, da ilha do Fogo, no denominado “Meu Espaço”, que gere e onde estão sedeadas várias orgânicas do Estado, desde o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), Direção de Receitas do Estado, Garantia, Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ou a Pró-Empresa.

“É um modelo onde nós estamos a experimentar, também numa ótica de agrupar serviços em locais onde a dimensão é menor e faz sentido agrupar vários serviços no mesmo espaço”, salientou João Cruz.

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