CEA, moçambicano nomeado Secretário Executivo Adjunto.

O geólogo moçambicano António Pedro foi nomeado para o cargo de Secretário Executivo Adjunto da CEA (Comissão Económica das Nações Unidas para a África) e encarregado do apoio ao programa.

Um especialista em exploração mineral com mais de trinta anos de experiência em questões de desenvolvimento e gestão a nível nacional, sub-regional e continental, integrou a CEA em 2001, onde ocupou vários cargos seniores.

Entre 2001 e 2009, foi chefe de Desenvolvimento de Infraestrutura e Recursos Naturais com base na sede em Addis Abeba, com foco em mineração, água, transporte e desenvolvimento de energia.

Entre as suas realizações está a liderança da formulação da Visão Mineira para África, que foi adotada pela Cimeira da União Africana.

Ele também foi Diretor dos escritórios sub-regionais da CEA para a África Oriental (entre 2009 e 2016) e a África Central (entre 2016 e 2021).

Ao deixar a seu posto na África Central e numa cerimónia de despedida em Yaoundé, o governo dos Camarões expressou a sua gratidão pelo trabalho realizado pelo moçambicano na sub-região, onde desempenhou um papel de liderança na conceção da iniciativa “Made in Central Africa” e pelo apoio da CEA na transformação estrutural e diversificação económica.

Recorde-se que a CEA foi criada em 1958 como uma das cinco comissões regionais das Nações Unidas, com o mandato de promover o desenvolvimento económico e social, fomentar a integração intrarregional e promover a cooperação internacional para o desenvolvimento de África.

Embora recém-chegado a esta nova posição, o novo Secretário Executivo Adjunto já defendeu que seja mais bem aproveitada a localização estratégica dos PALOP, um grupo de nações que possui um grande potencial que pode facilitar o ritmo de transição do continente.

Numa recente entrevista à ONU Noticias Pedro sublinhou que “Os países lusófonos têm responsabilidades nas suas respetivas regiões e, através da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, plataformas para cooperarem, o que é muito importante. A nível internacional, com Portugal e o Brasil, nós temos desempenhado um papel importante na divulgação da língua portuguesa como língua de comunicação. Isso é importante como fator para a unidade das comunidades a nível internacional. Este ano, a Cimeira Extraordinária da União Africana é dedicada à cultura. Mas a diversidade que representam os países de expressão portuguesa em África é um ativo para o continente.”

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