CEDEAO suspende a Guiné-Conacri

A suspensão da Guiné-Conacri foi a principal decisão da Cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) realizada nesta quarta-feira, 8 de setembro 2021 de forma virtual.

Os chefes de estado da CEDEAO reuniram-se em sessão extraordinária para examinar a situação que prevalece na Guiné-Conacri desde domingo, 5 de setembro de 2021.

No final da reunião, que foi realizada por videoconferência, anunciaram que a Guiné-Conacri está suspensa de todos instâncias da instituição sub-regional e exigem a libertação imediata de Alpha Condé, que se encontra detido.

A CEEDEAO exige que a União Africana e as Nações Unidas sigam o seu exemplo e tomem a mesma decisão.

Para o Presidente do Gana e atual Presidente em exercício da CEDEAO, Nana Akufo-Addo, o golpe na Guiné-Conacri constitui “uma violação clara” da carta de boa governação da CEDEAO e “um incidente infeliz e lamentável”.

A organização enviará uma delegação de alto nível à Guiné-Conacri nesta quinta-feira, 9 de setembro para avaliar melhor a situação no país.

Mas, entretanto, no terreno, o tenente-coronel Mamady Doumbouys ganha força.

Por um lado o líder da oposição, Cellou Dalein Diallo, disse: “Estou aliviado e um pouco preocupado”, o que tenha de entender um apoio aos golpistas.

Por outro, na terça-feira, 7 de setembro 2021, o Comité Nacional de Reagrupamento e Desenvolvimento (CNRD) reuniu-se com o Chefe do Estado-Maior General do exército guineense, General Namory Traoré, acompanhado de outros oficiais superiores.

Durante esta reunião, que teve lugar no quartel militar Almamy Samory Touré, sede do Ministério da Defesa e do Estado-Maior General das Forças Armadas, os vários corpos do exército juraram fidelidade ao CNRD.

“Hoje, as forças de defesa e segurança, corpos militares e paramilitares reúnem-se para expressar solenemente o seu apoio à explosão patriótica que a história registou em letras maiúsculas. Para dar todo o seu conteúdo, todo o seu valor a este acontecimento histórico, estas forças de defesa e segurança expressam a sua adesão no interesse da República da Guiné”, declarou, em nome dos seus irmãos de armas, o General Sidi Yaya Camara, Chefe do Gabinete do Ministério da Defesa.

Segundo noticiaram os média da Guiné-Conacri 80 presos políticos encarcerados por Alpha Conde, já foram libertados.

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