Chade em negociações para reestruturar mais de mil milhões de dívida.

A Glencore e o grupo de doadores iniciaram novas discussões com o Chade para reestruturar dívida desse país da África Central, avaliada mais de mil milhões de dólares.

“O grupo de credores realizou reuniões iniciais com Rothschild & Cie, consultores financeiros do Chade, e depois com o comité oficial de credores do Chade na semana passada para trocar opiniões sobre o pedido do Chade”, disse o grupo suíço numa carta enviada em 15 de outubro de 2021 para Fundo Monetário Internacional (FMI) após pressões deste último.

De acordo com a carta, a Newstate Partners está a ajudar a Glencore e o consórcio de 16 bancos como consultor financeiro.

“Congratulamo-nos com o gesto de boa-fé do nosso parceiro Glencore para abrir discussões para a reestruturação da nossa dívida e para encontrar um compromisso que seja aceitável para ambas as partes”, comentou o Ministro do Orçamento e Finanças do Chade, Tahir. Hamid Nguilin, citado pela Reuters.

Recorde-se que o anúncio da abertura das negociações entre Chade e Glencore ocorre poucas semanas após a visita do presidente do Conselho Militar de Transição (CMT), Mahamat Idriss Déby, ao Catar, o maior acionista da Glencore.

A 7 de setembro 2021, o FMI indicou numa nota que o tratamento da dívida do Chade pelos seus credores privados é essencial para a recuperação económica. Isso, de acordo com a instituição, permitiria “aprovar o financiamento em apoio ao programa de reequilíbrio das finanças públicas cuidadosamente calibrado do Chade, bem como as reformas acordadas com o corpo técnico do FMI em janeiro 2021”.

Tal como noticiado por Mercados Africanos “Tal tratamento também permitiria a outros parceiros de desenvolvimento desbloquear assistência financeira significativa”, tinha dito Abebe Selassie, chefe do Departamento de África do FMI.

Em junho 2021, os credores públicos expressaram parecer favorável à negociação das condições para a reestruturação da dívida do país. O FMI congratulou-se com o anúncio que, segundo a sua Diretora-Geral, constitui “um passo fundamental no caminho para o alívio da dívida de que o Chade necessita urgentemente”.

Observe-se que o Chade é o primeiro país da era Covid a solicitar oficialmente a reestruturação da sua dívida aos principais credores públicos.

O país espera 560 milhões em financiamento do FMI para o seu novo programa de reforma económica de quatro anos, de acordo com um anúncio feito em janeiro passado (2021) por Tahir Hamid Nguilin.

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