Chade recebe crédito de 570 milhões de dólares.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira 22 de Dezembro de 2021 que aprovou um novo contrato de Facilidade de Crédito Estendido (FEC) de 3 anos no valor de aproximadamente 570,75 milhões de dólares para atender às necessidades de financiamento significativas da balança de pagamentos e orçamento do Chade. em particular, atraindo apoio financeiro de doadores oficiais.

Um primeiro desembolso de 78,28 milhões foi imediatamente anunciado.

Segundo a instituição, as medidas tomadas no âmbito do programa apoiado pela FEC vão, a longo prazo, ajudar a colocar a economia chadiana numa trajetória equilibrada e viável que permita ao país um crescimento verde e inclusivo, reduzir a pobreza.

Este crédito também vai apoiar iniciativas regionais destinadas a restaurar e preservar a estabilidade externa da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC).

“O efeito combinado dos choques causados ​​pela pandemia Covid-19, a volatilidade dos preços do petróleo, o aumento da insegurança e a ameaça de uma crise alimentar provocada pelas mudanças climáticas colocou a já vulnerável economia do Chade sob alta tensão”, lê-se na nota dessa instituição a que teve acesso Mercados africanos.

As perspetivas macroeconómicas deterioraram-se ainda mais, com as fraquezas do país nesta área mais marcadas do que o esperado e as suas necessidades de liquidez tornaram-se mais prementes”, disse Kenji Okamura, Diretor Executivo Adjunto do FMI e Presidente Interino, acrescentando que a dívida pública do Chade já não é sustentável.

Primeiro país a solicitar, em janeiro de 2020, o tratamento da dívida no âmbito do quadro comum do G20 além do ISSD, o Chade está a procurar acordos de reestruturação com os principais credores oficiais e privados até o final de março de 2022 para lançar o novo acordo ECF.

De notar que a 7 de Setembro 2021, o FMI indicou numa nota que o tratamento da dívida do Chade pelos seus credores privados é essencial para a recuperação económica e a manutenção do crédito.

Isso, de acordo com a instituição, permitiria “aprovar o financiamento em apoio ao programa de reequilíbrio das finanças públicas cuidadosamente calibrado do Chade, bem como as reformas acordadas com o corpo técnico do FMI em janeiro 2021”.

Tal como noticiado por Mercados Africanos “Tal tratamento também permitiria a outros parceiros de desenvolvimento desbloquear assistência financeira significativa”, tinha dito Abebe Selassie, chefe do Departamento de África do FMI.

Recorde-se que o país é governado desde abril 2021 por um conselho militar presidido por Mahamat Idriss Deby Itno.

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