CICV: Crise alimentar atinge mais de 300M.

O Comité Internacional da Cruz e Crescente Vermelha (CICV), com sede em Genebra, Suíça, alertou em comunicado, datado de 5 de Abril de 2022 e lido por Mercados Africanos, para o facto de que mais de um quarto da população africana enfrenta atualmente uma crise de insegurança alimentar, com milhões de famílias a saltar refeições.

Se de repente Putin fez desaparecer a pandemia e a Ucrânia ocupa todos os noticias e primeiras páginas dos maiores jornais, rádios, televisões, e outros media digitais, isso não implica que não haja outras crises e graves que perduram sem que ninguém fale praticamente delas.

Tal como Mercados Africanos analisou recentemente, também a União Africana, alertou para o facto dos países do Sahel e da África Ocidental sofrerem, pelo terceiro ano consecutivo, uma crise alimentar e nutricional que pode afetar pelo menos 334 milhões de pessoas e que agudizou com a guerra na Ucrânia e o aumento da cesta básica.

Agora o CICV, com este relatório, vem dar força a esta crises chamando a atenção para ela, na esperança que os países ricos, façam qualquer coisa para minimizar os riscos desta crises alimentar.

“É um desastre que tem passado largamente despercebido. Milhões de famílias estão a ficar com fome e as crianças estão a morrer de malnutrição”.

Disse o responsável pelas operações globais do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Dominik Stillhart, citado nesse comunicado.

Segundo o CICV:

“A crise afeta 346 milhões de pessoas e alastra-se por toda a faixa do Sahel – da Mauritânia e do Burquina Fasso, no Oeste, à Somália e Etiópia no Leste – e o número de pessoas que passam sem alimentos e sem água é assombroso”.

Ambas as organizações, a União Africana e o CICV apontaram outros fatores estruturais que contribuem para esta situação.

Entre eles, estão as incertezas climáticas e ambientais, pobreza, falta de poder de compra de meios de subsistência das famílias, bem como conflitos, a exacerbada insegurança que assola a região há mais de dez anos.

As secas na África Oriental e a baixa pluviosidade continuada na África Ocidental a indisponibilidade de acesso a serviços sociais básicos, contribuem, igualmente, para este estado de calamidade.

A complicar a situação, muitos dos países afetados ainda estão a lidar com os efeitos económicos adversos da pandemia de covid-19.

O acesso limitado às populações, devido à insegurança no terreno, bem como o conflito na Ucrânia, que contribuiu para aumentar os custos dos alimentos e dos combustíveis, são outros desafios.

O comunicado do CICV exortou o mundo a não ignorar esta crise dramática e realçou:

“A maior parte do trabalho do CICV é ajudar as pessoas a permanecerem vivas, mas não é o suficiente”.

“Uma crise desta escala precisa de um esforço conjunto de governos, parceiros humanitários e doadores que se concentrem no apoio de médio e longo prazo para ajudar os afetados a reerguerem-se. Isso precisa ser a prioridade”,

 

O que achas desta situação dramática de fome? Os países europeus vão fazer algo, ou vão continuar-se apenas a preocupar com a Ucrânia? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © International Committee of the Red Cross
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