Na recuperação económica pós pandemia as cidades africanas, sobretudo as grandes, serão pontos de entrada para as empresas e investidores que venham instalar-se e expandir-se no continente e as três maiores cidades, tal como o são agora, vão seguramente atrair essas empresas e investidores.

Referimo-nos às três maiores cidades da África Subsaariana: Lagos (Nigéria), Joanesburgo (África do Sul) e Kinshasa (República Democrática do Congo).

No entanto, para além destas três cidades, outras também oferecem oportunidades de investimento na recuperação económica.

Na Africa Ocidental  pensamos nas seguintes:Ibadan, Kano, Abidjan, Ouagadougou e Dacar; quatro na África Oriental: Dar Es Salaam, Nairobi, Addis Abeba e Cartum e uma cidade na África Austral, Luanda. Todas com enorme potencial.

Mas existem outras, tais como Cidade do Cabo e Durban ambas na África do Sul mas também Accra , Lusaca e Maputo.

O continente Africano alberga quatro das chamadas megacidades do mundo: Cairo, Lagos, Kinshasa e Joanesburgo.

Muitas cidades africanas mostram um notável dinamismo económico.

Antes da pandemia, Accra e Addis Abeba estavam em franca expansão, e encontravam-se, entre as economias urbanas de crescimento mais rápido do mundo.

Luanda, Maputo, Lusaca, Lagos e Abuja também crescem rapidamente, enquanto Kigali (capital do Ruanda) ambiciona transformar-se num “centro de excelência urbana na África”.

Com muitas infraestruturas das cidades capitais a vergarem-se sob o peso da rápida urbanização, foram construídas novas “cidades satélites” na periferia das principais cidades da África, incluindo a Cidade do Kilamba em Luanda Norte, que tive oportunidade de visitar detalhadamente.

Com sessenta cidades com mais de 1 milhão de habitantes, África urbaniza-se mais rapidamente do que qualquer outro continente.

A população urbana aumenta em média 3,5% ao ano, e algumas cidades tais como Abuja e Luanda crescem a um ritmo de 9 e 6 por cento ao ano respetivamente.

As maiores concentrações de populações de classe média estão em cidades sul-Africanas (Johannesburg, Cidade do Cabo e Durban), mas o crescimento mais rápido da classe média urbana ocorre em cidades como Lagos, Abuja, Luanda, Acra e Nairobi.

Mesmo durante a pandemia, muitas cidades africanas, continuaram a desempenhar um papel importante no empreendedorismo e inovação, e várias posicionam-se como centros de tecnologia e pesquisa no continente.

As cidades impulsionaram novas formas de serviços bancários caracterizados por plataformas de pagamento móvel, como o M-Pesa no Quênia, que agora é usado por cerca de 70% da população adulta, e permanecem os grandes centros financeiros do continente.

Joanesburgo, Casablanca, Lagos e Nairobi consolidaram as suas posições como centros bancários regionais e oferecem uma massa crítica de serviços, enquanto Port Louis (Ilhas Maurícias) evolui rapidamente para se tornar um centro bancário eminentemente offshore.

Antes da pandemia os mercados imobiliários em países como o Gana e o Quénia estavam a melhorar em matéria de transparência, para aumentar a atratividade do ambiente operacional de negócios através da criação de parques tecnológicos, com o objetivo estratégico de que as suas cidades se tornassem polos de atracão regionais e que servissem de trampolim para alcançar os centros de produção e os mercados de consumo importantes do Oeste e Leste de África, respetivamente.

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