O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) no documento Análise Anual da Eficácia do Desenvolvimento (ADER), na sigla inglesa) sublinha o importante papel das principais cidades do continente no fortalecimento dos investimentos intra-africanos.

Casablanca no Marrocos, Joanesburgo na África do Sul, Lagos na Nigéria, Cairo no Egito e Nairobi, no Quênia, são as cidades africanas mais atraentes em termos de investimentos intra-africanos, de acordo com o relatório publicado em dezembro de 2020 e a que teve acesso Mercados Africanos.

Estas cinco grandes cidades destacam-se pelo dinamismo dos seus mercados de consumo e de trabalho, diz o estudo do Banco, que destaca que são fonte e destino de investimentos intra-africano.

As grandes cidades africanas são, em geral, polos de atração económica e produção de riquezas.

É o caso da capital económica da Nigéria, Lagos, que, com cerca de 17 milhões de habitantes e sua zona de livre comércio da Ilha Victoria, se tornou num verdadeiro centro de comércio entre a África Ocidental, Central e Austral.

Só a capital económica da Nigéria teve um produto interno bruto (PIB) estimado entre 90 e 100 mil milhões de dólares  em 2017.

Outras grandes cidades africanas, como Mombaça, Kinshasa, Abidjan ou Dakar, contribuem fortemente para as trocas económicas intra-africanas, promovendo a livre circulação de mercadorias e pessoas no seu espaço sub-regional.

De facto, nacionais de vários países da África Austral fixaram-se em Joanesburgo, capital económica da África do Sul, de onde transferem, para o seu país de origem, capital, o qual é  injetado  nas economias nacionais.

Para os países africanos do interior, as principais cidades costeiras do continente representam a porta de passagem para bens de consumo, matérias-primas e produtos manufaturados.

Com cerca de 100 milhões de habitantes, a Etiópia recebe quase dois terços de suas importações da cidade portuária de Djibouti.

O Mali, outro país continental, depende em grande parte das suas importações e exportações dos portos de Dakar, Abidjan e Conacri.

De acordo com a análise do Banco, a entrada em vigor do Zona de Comércio Livre deverá permitir acelerar o comércio no continente, nomeadamente através da eliminação de 90% dos impostos aduaneiros nos próximos quinze anos.

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