De acordo com as autoridades da saúde e uma equipa de cientistas sul-africanos da Universidade do KwaZulu-natal, que lideram a estratégia de contenção do vírus, a nova variante, conhecida como 501.V2, é dominante entre as novas infeções confirmadas na atual vaga de covid-19 na África do Sul.

A nova variante, semelhante à britânica, foi detetada pela primeira vez no Cabo Oriental, a segunda província do país mais afetada tendo- se propagado a outras províncias do país e parece ser mais infeciosa que o vírus original, estando os cientistas sul-africanos a estudar a eficácia das vacinas da covid-19 nestes casos, segundo o Governo.

“É uma variante e tem algumas alterações genéticas. Representa uma evolução viral”, segundo o professor Ian Sanne, do comité consultivo ministerial Covid-19 da África do Sul.

Sublinhou que a variante não é igual à variante do Reino Unido. Existem dois vírus diferentes, mas são variantes diferentes da mesma estirpe de coronavírus”, explicou o investigador, salientando que “é mais transmissível e tem uma carga viral mais alta, mas não se sabe se é mais perigosa”.

Por seu lado, o professor Salim Abdool Karim, que preside ao comité consultivo do Governo, adiantou que os dados preliminares sugerem que a nova variante do vírus é dominante na nova vaga, que atinge pacientes mais jovens e que se está a propagar mais rapidamente do que a primeira na África do Sul, que eclodiu em março.

Diversos países, incluindo a Alemanha, Israel e Arábia Saudita, anunciaram a suspensão de voos para a África do Sul com receio da nova variante do coronavírus.

A África do Sul regista 24.691 mortos por covid-19, segundo as autoridades da saúde sul-africanas.

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