Cimeira China-África decorre no Senegal.

A relação futura entre a China e a África está no centro das discussões e negociações do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) que teve início este domingo 28 novembro 2021, em Dakar, capital senegalesa.

No discurso de abertura a Ministra senegalesa do Senegal pediu à China de se implicar e apoiar na segurança da zona do Sahel: “Gostaríamos que a influência da China fosse uma voz forte de apoio ao Senegal e a todos os países envolvidos no problema da insegurança no Sahel, para que as nossas forças lá tenham ainda mais meios legais para lutar contra terroristas e esperamos que a China nos acompanhe”, disse Aissata Tall Sall, Ministra das Relações Exteriores do Senegal.

Por seu lado o chefe de Estado chinês sublinhou que “No âmbito da luta contra o Covid, a China fornecerá a África mais mil milhões de doses de vacinas, incluindo 600 milhões sob a forma de doações e 400 milhões sob outras formas, como a criação de unidades de produção de vacinas”.

Uma cimeira que deverá conduzir a novos planos para fortalecer a cooperação entre a China e a África e espera-se colocá-la num novo patamar.

Desde o ano 2000 e da primeira edição da Cimeira a China-África, a relação entre o “gigante” asiático e o continente africano mudou muito.

O comércio cresceu 20 vezes, atingindo mais de US $ 200 mil milhões de dólares em 2019.

Pequim também emergiu como o doador número um para muitos países africanos, atraindo críticas dos Estados Unidos e da França, que têm uma visão sombria dessa relação devido à perda de influência de ambos no continente.

A África e o seu maior parceiro comercial fazem um balanço dos últimos vinte anos, mas também abordarão os pontos-chave dos próximos anos e seguramente a questão “quente” da dívida.

Embora dita uma relação ganhador-ganhador, o certo é que a dívida dos países africanos permanece muito significativa e nada transparente e com projetos de infraestrutura cujo financiamento e sobretudo as suas condições de reembolso não são favoráveis ao continente.

Embora a China prometa uma “nova era”, o futuro comum ainda não foi esclarecido em áreas específicas.

Para o ex-presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, é importante valorizar um futuro partilhado, especialmente em um período de pandemia de Covid-19.

“O que é importante para mim é um futuro comum. O nosso futuro no mundo está tão intrinsecamente ligado e entrelaçado que se o futuro da África for incerto, ele afeta o resto do mundo”, disse o ex-presidente.

“A África deve ser capaz de obter as vacinas necessárias para os cuidados básicos de saúde, e não há razão para que a China não deva ajudar nesse sentido”, disse ele.

O que pensas sobre isto? Será que no futuro iremos pagar a fatura deste apoio? Dá-nos a tua opinião, não hesites e faz um comentário sobre o assunto e se gostaste da noticia dá-nos um “gosto/like”.

Veja Também: Cimeira China-África: Pequim prometeu 40 mil milhões

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