Cimeira Turquia-África: Setor da defesa em crescimento.

Terminou em Istambul neste sábado, 18 dezembro 2021, a cimeira Turquia-África, durante a qual o presidente Turco Erdogan descreveu como injusto a ausência de um representante africano no Conselho de Segurança da ONU.

“É uma grande injustiça que o continente africano, com sua população de 1,3 mil milhões não esteja representado no Conselho de Segurança da ONU”, disse ele.

A Cimeira também foi uma oportunidade de negócios, incluindo no setor da defesa e segurança.

Recordamos que a Turquia tem aprofundado os laços de defesa com os países africanos e tem drones sofisticados e testados em situações de combate real para vender.

Tal como Mercados africanos tem vindo a noticiar a Turquia está cada vez mais presente em África e em duas décadas, abriu mais trinta embaixadas e o volume de comércio aumentou quase cinco vezes no mesmo período.

De um ponto de vista de defesa e segurança, Ancara desenvolveu uma base militar na Somália, e acredita-se que Marrocos e a Tunísia tenham recebido drones de combate turcos em setembro 2021.

Analistas dizem que vários líderes africanos presentes na Cimeira mostraram interesse em comprar equipamentos militares da Turquia a preços mais baratos e com menos restrições.

O problema da segurança merece atenção, devido aos focos de conflito cada vez mais preocupantes, como é o caso do Sahel.

Há cerca de duas semanas, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, também levantou a mesma questão no Senegal, onde participou de um Fórum para Paz e Segurança na África.

A Rússia tem sido, até agora, o exportador dominante no mercado de armas africano, respondendo por 49 por cento das importações do continente entre 2015 e 2019, de acordo com o Stockholm International Peace Research Institute.

Mas o interesse pelo armamento turco está a crescer. O modelo Bayraktar TB2 está em alta procura depois de ter sido altamente utilizado nos conflitos na Líbia e na região separatista de Nagorno-Karabakh no Azerbaijão nos últimos anos.

Os drones são feitos pela empresa privada Baykar, dirigida por Haluk Bayraktar, um dos genros de Erdogan.

“Em todos os países em que estive em África, todos me perguntam pelos UAVs”, disse Erdogan após uma visita a Angola, Nigéria e Togo em outubro de 2021, ao referir-se aos seus drones.

O que acha? As relações Turquia-África são boas para o continente ou só vão fomentar ainda mais a discórdia? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.