Começou construção da ponte entre o Senegal e Mauritânia.

O Presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Cheikh El Ghazouani, e o Presidente do Senegal, Macky Sall, lançaram nesta terça-feira 30 novembro 2021, a construção da ponte Rosso, que ligará os dois países vizinhos.

A ponte, que atravessará o rio Senegal ao longo de 1,5 quilómetros, assegurará um tráfego fluido entre o sul da Mauritânia e o norte do Senegal e espera-se que reduza os tempos de viagem e reduza os custos de transporte.

O projecto está a cargo da empresa de engenharia portuguesa Grid que também irá efectuar as vias de acesso nos dois países, praças fronteiriças e respectivas ligações rodoviárias às vias existentes, num total de cerca de 9 km de extensão de rede rodoviária, assumindo a empresa portuguesa, o compromisso de executar o projecto em 40 meses.

“Esta obra assume particular relevância para a nossa empresa, dado que vem consolidar a presença da Grid no mercado da África Oeste, confirmando assim a Grid West Africa como uma empresa de referência neste espaço geográfico”, sublinha Rui Reis, membro da comissão executiva da empresa portuguesa.

A Ponte Rosso completa o único elo que faltava nos corredores Tânger-Lagos e Argel-Dacar e depois de finalizada, fará avançar o comércio ao longo dos corredores transafricanos, reforçando a integração entre a África Ocidental e o Magrebe.

O custo total do projeto é de aproximadamente 90 milhões de euros. É constituída por uma subvenção de 20 milhões de euros da UE e dois empréstimos num total de cerca de 41 milhões de euros do Banco Africano de Desenvolvimento aos dois países e de 22 milhões de euros do BEI.

Este pacote de financiamento abrange também facilidades sociais e económicas e medidas de facilitação do comércio. O resto do financiamento é assegurado por fundos autorizados pelos dois Estados.

O vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento para o Setor Privado, Infraestruturas e Complexo Industrial, Solomon Quaynor, a Embaixadora da União Europeia (UE) no Senegal, Irene Mingasson, e o representante do Banco Europeu de Investimento (BEI), Ramon Ynaraja, também estiveram presentes na cerimónia.

“Integrar, desenvolver e fazer a diferença na vida quotidiana das pessoas são três ambições que queremos alcançar com a Ponte Rosso, para fazer dela uma verdadeira ligação entre a África Ocidental e o Magrebe”, disse o vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Solomon Quaynor acrescentado que a ponte “também vai reduzir o tempo de viagem em mais de 80%, triplicar o comércio transfronteiriço e reduzir consideravelmente os custos de transporte”.

O que pensas sobre isto? O projecto está bem entregue aos portugueses? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo dá um “gosto/like”.

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