A União Africana lançou a Zona de Comércio Livre Continental Africana no dia 1 de janeiro, tal como noticiamos, dando um passo significativo em direção à maior zona de livre comércio do mundo.

“Saudações ao lançamento da ZCLCA, àqueles que já se juntaram e ao outros que se devem juntar a nós para que a ZCLCA funcione e valha a pena !!” escreveu Kagame disse no Twitter.

O lançamento é o culminar de negociações de anos entre os países africanos, que começaram em 2018 quando um acordo histórico foi assinado em Kigali por líderes de 44 países.

Até ao momento, 54 dos 55 países africanos assinaram o acordo 33 já o ratificaram o que significa que a África está pronta para começar a negociar como um mercado único.

O acordo prevê um mercado continental de 1,2 mil milhões de pessoas, com um Produto Interno Bruto combinado de mais de 3,4 bilhões de dólares, coloca a África para mais perto da visão de um mercado integrado e irá impulsionar a capacidade de manufaturação do continente e aumentar as suas exportações.

“Esta Zona de Comércio Livre Continental Africano não deve ser apenas um acordo comercial, deve ser realmente um instrumento para o desenvolvimento de África”, disse Wamkele Mene, Secretário-Geral da ZCLCA durante o lançamento e acrescentou que oferece uma oportunidade imensa para o continente superar a pequenez das economias nacionais e a falta de economias de escala.

“Temos que tomar medidas ativas para garantir que colocamos a África no caminho de um desenvolvimento industrial acelerado para que até 2035 possamos duplicar o comércio intra-africano”, observou ele.

Em 2025, o continente terá a oportunidade de tirar da pobreza 100 milhões de africanos, na sua maioria mulheres, comerciantes transfronteiriços, se implementar a ZCLCA de forma eficaz, de acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento.

Também significa que o comércio transfronteiriço entre os países africanos será mais fácil e barato e que os investidores poderão fazer negócios com um único conjunto de regras de comércio e investimento em todo o continente africano, superando a fragmentação do mercado que tem caracterizado o continente há décadas e que é um dos obstáculos ao desenvolvimento herdados da colonização.

Por seu lado o presidente do Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank), Benedict Oramah, disse que 400 bancos africanos vão dar apoio financeiro ao comércio entre empresas africanas.

Espera-se que esse número aumente para 500, em breve, com uma capacidade combinada de financiamento comercial de 8 mil milhões de dólares nos próximos 18 meses.

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