O governo de São Tomé e Príncipe considera o acordo que cria a zona de comércio livre do continente africano como um duplo desafio para o país.

Em entrevista a jornalistas, na qual esteve presente Mercados africanos, a ministra dos negócios estrangeiros, cooperação e comunidades, (MNEC), Edite Tenjua, que assinou este acordo em representação dos estado são-tomense explica que o arquipélago está obrigado “a estar a altura daquilo que são as suas obrigações com um acordo desta natureza”.

“São Tomé e Príncipe encontra neste acordo uma oportunidade não só para receber produtos de outros países, mas sobretudo, a oportunidade de colocar os seus produtos noutros territórios. E isso vai obrigar, do ponto de vista da agricultura e de outros setores, uma maior produtividade da nossa parte”, explicou Edite Tenjua.

O acordo de livre comércio a nível do continente africano entrou em vigor este janeiro. De acordo com a governante, o mesmo representa também um grande desafio para todos os países que fazem parte desta região, e particularmente São Tomé e Príncipe.

Na perspetiva da MNEC de São Tomé e Príncipe o acordo que cria a zona de comércio livre vai obrigar o país a “estar a altura daquilo que são as obrigações com um acordo desta natureza, particularmente do ponto de vista de um aumento do que é a nossa produtividade”.

A ministra dos negócios estrangeiros e comunidades refere também sobre a questão da própria mobilidade e das ligações aéreas e marítimas como outro desafio que advém desta iniciativa.

“Nós somos um estado insular, temos limitações do ponto de vista das ligações aéreas e marítimas e, portanto, são questões que a seu tempo teremos que equacionar, na medida em que São Tomé e Príncipe não será um observador deste acordo, mas uma parte bastante ativa e espera tirar dele grandes vantagens”.

Fazendo uma análise sobre outros contornos do referido acordo, a ministra são-tomense levantou a questão da segurança resultante sobretudo da entrada no território nacional.

Defende, contudo, que uma solução para esse aspeto da questão deve ser a nível “judiciosa”, lembrando que é preciso controlar quem entra no país.

“Mas São Tomé e Príncipe não pode deixar de acompanhar este advento de mudança e de desenvolvimento”.

O que é preciso é “acautelar com os meios que temos, do ponto de vista do controlo aeroportuário e a nível dos portos também sobre quem entra e quem sai”, refere Edite Tenjua que considera haver “muito trabalho a ser feito” mesmo com o acordo tenha entrado em vigor este mês.

 

 

 

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.