Comércio livre essencial para crescimento africano.

A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), informou nesta quarta-feira 8 dezembro 2021, em Genebra, num artigo publicado no seu website, a publicação do seu relatório sobre o Desenvolvimento Económico em África 2021 consultado por Mercados Africanos.

O mesmo enfatizou que: “A Zona de Comércio Continental Livre em África (ZCLCA) pode reduzir a contração do crescimento causada pela pandemia e impulsionar o crescimento inclusivo e sustentável com medidas de apoio às mulheres, aos jovens empreendedores e às pequenas empresas”.

A CNUCED valorizou a relevância da ZCLCA, em vigor desde 1 de janeiro de 2021, e que pretende abolir 90% das tarifas alfandegárias no comércio entre os países do continente.

O relatório acrescentou que há “um potencial adicional de exportações de 9,2 mil milhões de dólares que pode ser alcançado através da liberalização parcial das tarifas, ao abrigo da ZCLCA nos próximos cinco anos”.

Nesse documento, este órgão da ONU sublinhou que a zona de comércio livre pode reduzir o abrandamento económico e fomentar exportações no valor de mais de 30 mil milhões de dólares.

No entanto a CNUCED alertou para o facto de que “são necessárias medidas que aumentem o potencial de distribuição dos ganhos da integração regional e ajudem a garantir um desenvolvimento inclusivo” e isto, para além de políticas comercias corretas.

Entre essas medidas contam-se “políticas de cooperação na promoção do investimento e concorrência, a aceleração do financiamento de infraestruturas que facilitem as ligações entre as áreas rurais e urbanas, e a garantia de acesso igual às oportunidades socioeconómicas e aos recursos produtivos”.

Mas o relatório também foi muito critico pela falta de redistribuição da riqueza entre as famílias africanas e explicou porquê: “O crescimento sem precedentes da África nas duas décadas de 2000 não se traduziu no melhoramento dos rendimentos para a maioria dos africanos, pois a diferença entre ricos e pobres aumentou”

E acrescentou: “Cerca de 34% das famílias africanas vivem abaixo da linha de pobreza internacional (1,9 dólar por dia), e cerca de 40% da riqueza total pertence a aproximadamente 0,0001% da população do continente”.

O relatório mencionou igualmente que a “pandemia empurrou mais 37 milhões de africanos para uma situação de extrema pobreza.”

O que pensa sobre isto? Precisamos mesmo do comércio livre para crescer? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.