COP26: Acordo sobre carvão, Austrália, EUA, China e Índia dizem não.

Todos esperavam e sabiam que um acordo sobre a eliminação do carvão seria um dos principais objetivos da Cimeira do Clima (COP26) que decorre em Glasgow, capital da Escócia.

O governo do Reino Unido anunciou nesta quinta-feira, 4 novembro 2021, que 23 novos países se comprometeram a eliminar o carvão, embora alguns dos maiores emissores de gases de efeito estufa tenham ficado de fora.

Países muito dependentes do carvão tais como os Estados Unidos, China, Austrália, e a Índia não assinaram a Declaração de Transição do Carvão Global para Energia Limpa.

A recusa destes países em assinar o acordo, sobretudo a dos EUA, China e India, faz com que as opiniões no final do quinto dia dos trabalhos da COP26 tenham divergido.

Para os mais otimistas foi a mais importante a sair deste quinto dia da COP26, para os mais céticos, não acreditam que alguma mudança tangível possa acontecer sem que esses países integrem o acordo. monstros da indústria mundial.

Os novos compromissos elevam o número total de signatários para 46 e incluem alguns grandes utilizadores de carvão, tais como a Indonésia, Ucrânia e Coreia do Sul, Canadá, Chile, Polônia e Vietname.

Estes signatários comprometeram-se a encerrar todos os seus novos investimentos de energia a carvão e concordaram em eliminar totalmente esse tipo de energia, sendo que o prazo para as economias mais fortes ficou até 2030 e, para as mais pobres, até 2040.

Para além destes países, grandes bancos também se comprometeram a parar de financiar a indústria do carvão.

Recorde-se que o carvão é o maior responsável deste aquecimento global e ainda produz 35% da eletricidade de todo o mundo.

Só a China tem a funcionar cerca de 1300 centrais que o utilizam como fonte de energia. Em todo o mundo existem no total cerca de 2600 centrais.

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