Costa do Marfim: 3° exportador mundial de caju.

Há uma década, que a Costa do Marfim tem vindo a fazer muitos esforços para melhorar o processamento doméstico de caju.

Esta estratégia de melhoria do valor acrescentado do setor começa a dar frutos, apesar dos grandes e numerosos desafios que ainda existem.

Na Costa do Marfim, a campanha de 2021 foi histórica para o setor do caju.

O país de facto superou o Brasil para se tornar o terceiro mais forte no processamento de castanha de caju no mundo, atrás do Vietname e da Índia.

De acordo com dados divulgados a 26 de Janeiro pelo governo após o Conselho de Ministros, a indústria processou 136.854 toneladas da matéria-prima contra cerca de 103.000 toneladas um ano antes.

Este bom resultado no segmento de processamento veio na esteira de uma colheita histórica de castanha de caju.

Assim, a produção aumentou 14% para 968.676 toneladas de castanha de caju graças a melhores práticas agrícolas e boas condições climatéricas.

Apesar deste desempenho há muitos desafios a serem vencidos para a construção de uma verdadeira indústria impulsionada por operadoras locais.

Com efeito, o acesso a linhas de financiamento adaptadas às suas necessidades continua a ser difícil para os operadores, o que prejudica a sua capacidade de abastecimento e enfraquece-os face à concorrência dos asiáticos que tem acesso a maiores recursos financeiros.

Segundo analistas, um apoio mais forte do poder público será crucial, especialmente porque o país tem a ambição de processar 50% de sua colheita até 2025.

A campanha de 2022 já aberta a 4 de Fevereiro de 2022, com base num preço mínimo garantido de 305 FCFA/kg, o mesmo preço do ano passado.

Para este novo ano fiscal, o governo anunciou uma meta de produção de 1,04 milhão de toneladas de castanha de caju

Em termos de processamento, o Conselho Algodão-Caju (CCA) tem como meta uma taxa de processamento de cerca de 30% da colheita, ou seja, 300.000 toneladas de castanha de caju com a instalação de zonas de processamento industrial oferecendo facilidades às empresas que aí se instalarão.

 

O que achas disto? É benéfica a transformação do caju feita localmente? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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