Depois da proclamação da vitória eleitoral de  Alassane Ouattara, com mais  de 94% dos sufrágios, impasse político e escalada da tensão, pontuada por dezenas de mortos, caracterizam, infelizmente, a situação na Costa do Marfim.

De acordo com fontes de segurança, o porta-voz do Conselho Nacional de Transição, Affi Nguessan, foi preso enquanto tentava cruzar a fronteira com o Gana, mas outras fontes dizem que foi preso ao dirigir-se a sua cidade natal.

O presidente da Font populaire (Fpi) Affi Nguessan e Mabri Toikeusse, presidente da União para a Democracia e a Paz da Côte d’Ivoire (Udpci), estavam a ser ativamente procurados pela justiça, segundo o procurador da República, Adou Richard , que deu uma conferência de imprensa na sexta-feira, 6 de novembro, num tribunal da capital, Abidjan.

Estas duas personalidades, membros da CNT e várias outras pessoas estão a ser processadas por várias acusações que lhes são apresentadas como resultado da desobediência civil lançada pela oposição e pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), plataforma criada em paralelo com a proclamação dos resultados das eleições presidenciais de 31 de outubro.

A respeito do caso do presidente designado da CNT, o antigo presidente Henri Konan Bédié, o procurador afirmou disse que, dada a sua idade, ele “não está preso nem em prisão domiciliar”.

O Secretário-geral da ONU, António Guterres exortou os dirigentes da Costa do Marfim a encetar um diálogo construtivo e inclusivo, com vista à um desfecho para a crise atual, bem como a respeitarem a ordem constitucional do país e os princípios do Estado de direito.

Fontes diplomáticas na Costa do Marfim informaram que as embaixadas ocidentais e africanas aconselharam ambos, a oposição a não insistir na ideia de um governo de transição e o presidente Ouattara de optar pelo apaziguamento em vez da repressão.

 

 

 

 

 

 

 

Receia-se que, dez anos depois da crise pós-eleitoral que resultou na morte de 3000 pessoas, quando o então presidente Laurent Gbagbo recusou aceitar a vitória de Alassane Ouattara na eleição presidencial, a Costa do Marfim volte a mergulhar numa nova crise profunda, que ponha em causa a coesão do país e tenha um impacto negativo na economia da África ocidental, sobretudo em período de pandemia.

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