Costa do Marfim: Primeira central de energia de biomassa.

A Costa do Marfim vai construir uma central de energia renovável, a partir de biomassa que será a primeira em África a injetá-la na rede elétrica nacional.

A central será alimentada por cerca de 450.000 toneladas de resíduos de palmeiras, disponibilizados pela empresa PalmCI (a maior empresa de transformação do óleo de palma) e que irá obter 30% da biomassa necessária para a central de suas próprias plantações de óleo de palma e 70% dos pequenos produtores na área.

O projeto ajudará a criar 500 empregos locais durante a fase de construção da usina e mais de 1.000 empregos ou o equivalente em tempo integral durante a fase de operação.

Espera-se que a biomassa fornecida pelos pequenos proprietários gere um aumento médio dos seus rendimentos de 20%.

12.000 deles fazem atualmente parte da cadeia de abastecimento da empresa. Por fim, estima-se que o projeto irá, durante a fase de operação, evitar a emissão de cerca de 340.000 toneladas de CO2 equivalente por ano.

A central que custa 178 milhões de euros foi financiada pela Proparco, subsidiária do grupo Agence Française de Développement (AFD) e o Fundo para as Infraestruturas da África Emergente (EAIF).

O financiamento foi feito com 165 milhões de euros em forma de empréstimo e uma subvenção de 13 milhões.

A central será construída pela empresa Biovea Energie, que garante, ao longo de 25 anos, a gestão da central de biomassa com uma potência de 46MW.

A Biovea Energie é uma empresa de direito marfinense e um importante ator agroindustrial na África Ocidental.

Para Grégory Clemente, CEO da Proparco: “Este é um projeto inovador de energia renovável que coloca a Costa do Marfim, numa trajetória climática de acordo com os compromissos do Acordo de Paris£.

E acrescentou que vai “contribui para o desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento agrícola sustentável e para a produção de energia renovável a partir de combustíveis locais. A Proparco está extremamente orgulhosa de ter trabalhado para desenvolver e financiar este projeto desde o início. Este projeto vai ajudar a criar empregos, aumentar a renda familiar em áreas rurais, mas também evitar emissões significativas de CO2.”

O que pensas sobre isto? Estará África a ficar mais “consciente” do que o resto do Mundo? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo dá um “like (gosto)”.

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