“Mais de 8.000 refugiados marfinenses fugiram para países vizinhos num contexto de tensões políticas na Costa do Marfim”, disse a agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

De acordo com o ACNUR, a Libéria, na fronteira sudoeste da Costa do Marfim, que tornou-se o principal destino destes refugiados “na maioria crianças, algumas das quais sozinhas ou separadas dos pais e pessoas idosas”, acrescentou a agência da Organização das Nações Unidas.

Para além da Libéria, “mais de 500 marfinenses também chegaram ao Gana, Guiné-Conacri e Togo, onde estão a receber assistência imediata”, acrescentou.

Enquanto isto se passa o Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, dirigiu-se à Nação na segunda-feira, 9 de novembro, poucas horas após a confirmação da sua vitória nas eleições presidenciais de 31 de outubro de 2020 pelo conselho constitucional e apelou ao diálogo, depois de deplorar os “incidentes provocados pela oposição” acrescentando que “serei o presidente de todos os marfinenses, sem exclusão”.

Alassane Ouattara, fez alusões ao ex-presidente Henry kKonan Béndié e ao ex-primeiro-ministros Pascal Affi Nguessan, que instituíram um Conselho Nacional de Transição (CNT), ao qual Ouattara se referiu dizendo: “Peço à plataforma política que optou por agir fora da ordem constitucional que ponha fim definitivo às suas iniciativas”.

Pouco antes da declaração televisiva de Ouattara, o ex-primeiro-ministro Pascal Affi Nguessan – que é um dos oponentes presos após o estabelecimento do CNT – foi ouvido por um Juiz de instrução em Abidjan, a capital, e acusado entre outras, de atentar contra a segurança do Estado, e terrorismo.

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