Os candidatos da oposição Henri Konan Bedie, antigo presidente do país, e Pascal Affi N’Guessan, antigo primeiro-ministro, recusaram aceitar os resultados e anunciaram a criação de um “governo de transição” na segunda-feira.

Alassane Ouattara foi declarado presidente da Costa do Marfim provisoriamente pelo terceiro mandato consecutivo, apesar de um boicote da oposição e de confrontos pré-eleitorais que provocaram pelo menos 30 mortos.

As autoridades disseram que pelo menos cinco pessoas morreram em atos de violência relacionada com as eleições durante a votação de 31 de outubro, enquanto as tensões continuam a aumentar.

A oposição insiste em que o terceiro mandato do Presidente de 78 anos viola o limite de dois mandatos da Constituição, apontando para a decisão inicial do presidente de se demitir antes do seu sucessor designado, o Primeiro-Ministro Amadou Gon Coulibaly, ter morrido subitamente.

Os resultados provisórios divulgados pela comissão eleitoral desta terça-feira dizem que Ouattara obteve 94,27% dos votos, com uma afluência às urnas de 53,9%. Os resultados ainda podem ser contestados pelos opositores que apresentaram objeções enquanto o Conselho Constitucional continua a verificar os votos.

A medida elevou a perspetiva de um regresso à crise eleitoral de 2010-2011, quando os resultados disputados levaram a quatro meses de instabilidade e cerca de 3.000 mortes.

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