Costa do Marfim ultrapassa Nigéria e Angola em Riqueza por habitante.

Depois de ter ultrapassado recentemente a Nigéria, o primeiro produtor africano de petróleo, a Costa do Marfim acaba de ultrapassar em riqueza per capita (por habitante) Angola, o segundo produtor continental de petróleo, com uma produção cerca de trinta vezes superior, e o segundo produtor africano de diamantes.

Esse desempenho é fruto das inúmeras reformas realizadas na última década, bem como de uma ativa política de diversificação.

Segundo dados recentemente divulgados pelo Banco Mundial, a Costa do Marfim tinha um PIB por habitante de 2.326 dólares no início de 2021, ultrapassando agora Angola, cuja riqueza por habitante se situa em 1 896 dólares

Os resultados da Costa do Marfim podem ser explicados pelas profundas reformas levadas a cabo pelo país para melhorar o clima de negócios e atrair investidores, bem como por uma política de diversificação das fontes de rendimento e grandes obras de construção e o controlo da inflação.

Estas reformas foram acompanhadas pela conclusão de grandes obras em todo o país (estradas, pontes, transportes públicos – como o futuro elétrico e o metro de Abidjan, centrais elétricas, redes de telecomunicações, habitação social), bem como uma política ativa de diversificação de fontes de receitas, apoiando-se nomeadamente no desenvolvimento do sector agrícola, das indústrias transformadoras ou mesmo da produção de eletricidade.

Já por muito tempo o maior produtor mundial de cacau, a Costa do Marfim também subiu na última década na classificação mundial na produção de castanhas de caju ao primeiro lugar africano (e quarto no mundo) na borracha, da qual já responde por cerca de 80% da produção continental.

O país também é o segundo produtor africano de óleo de palma (atrás da Nigéria) e recentemente tornou-se o segundo maior produtor de algodão (depois do Benim).

Além disso, o país possui um setor pesqueiro bastante grande, sendo o maior produtor africano de atum.

Paralelamente com o aumento da produção agrícola, o país também tem dado especial atenção à transformação local da produção, fonte de muito maior valor agregado que também contribui para a industrialização.

Assim, e graças à proliferação de fábricas de processamento, incentivada por um quadro favorável ao investimento, a Costa do Marfim hoje transforma localmente (todas as etapas de processamento combinadas) dois terços de sua produção de borracha natural e atum, quase um quarto de sua produção de cacau e cerca de 12% de sua produção de caju.

O país também pretende aumentar ainda mais esses níveis de processamento local, especialmente nos setores de cacau e castanha de caju, para os quais espera atingir um nível de 50% até 2025.

Muito recentemente, em junho passado 2021, a maior unidade de processamento de caju do país, acaba de iniciar a produção.

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