África enfrenta agora a segunda onda de infeções, em alguns países impulsionada pelo surgimento de uma nova estirpe com um nível de propagação e infeção mais rápido.

Segundo o escritório regional da OMS para África, trata-se de uma nova variante do vírus denominada 501Y, a circular com maior incidência na África do Sul e muito recentemente também Botsuana, na Gâmbia e na Zâmbia.

Em conferência de imprensa, na que participou Mercados Africanos, a Diretora regional da OMS para África Dr Matshidiso Moeti, considerou que o continente superou o primeiro “pico”, mas passada a barreira dos 3 milhões de casos positivos e com o surgimento de variantes emergentes do vírus, os países devem reforçar as medidas de saúde pública para evitar um surto de infeções que poderia levar à rutura das unidades hospitalares.

“Mesmo que a nova variante não seja mais virulenta, um vírus que pode se espalhar mais facilmente colocará ainda mais pressão sobre hospitais e profissionais de saúde que, em muitos casos, já estão sobrecarregados. Este é um lembrete gritante de que o vírus é implacável, que ainda representa uma ameaça manifesta, e que nossa guerra está longe de ser vencida “, disse a Dra. Matshidiso Moeti, diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África

Assim sendo ficam sem efeito todas as previsões de recuperação para o presente ano, baseadas na diminuição de casos verificada nas últimas semanas, na retoma dos voos e abertura de fronteiras ou mesmo no aligeiramento das medidas restritivas, uma vez que alguns preparam-se para voltar a suspender algumas ligações aéreas com países onde já se verifica circulação da nova variante do novo coronavírus. É o caso de Angola que decretou o cancelamento dos voos de e para África do Sul, Portugal e Brasil.

Além da suspensão temporária dos voos para África do Sul, Portugal e Brasil, Angola aumentou o controlo sanitário dos passageiros durante o desembarque e fronteiriço. Assim sendo, a partir do dia 24 passará a haver a obrigatoriedade dos passageiros fazerem mais um teste pós – desembarque, se negativo, segue para quarentena domiciliar e ao fim de 10 dias fará outro teste, que em caso de acusar positivo o passageiro será submetido à isolamento institucional.

Já em Moçambique o Presidente Filipe Nyusi anunciou um agravamento das restrições devido ao aumento de casos positivos e mortes nos últimos dias. Diminuiu os horários do comércio e restauração, decretou o encerramento de alguns estabelecimentos e espaços culturais e interdição de praias, entre outras medidas aprovadas em conselho de ministros, e que entraram em vigor na última sexta feira

Nas últimas semanas Moçambique registou “aumento significativo” de internamentos e mortes, chegando aos 205 óbitos de um total de 23.726 casos positivos. De referir que 19% dos óbitos registados em Moçambique desde o início da pandemia, aconteceram agora em 2021, realçou.

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