Criptomoeda africana pode diminuir custos empresariais.

Uma criptomoeda africana comum e um mercado integrado de capitais poderiam impulsionar o comércio em África e sustentar o crescimento segundo explicaram especialistas durante a Conferência Económica Africana (CEA) de 2021, que terminou neste sábado, 4 dezembro 2021 na ilha do Sal, Cabo Verde, tal como Mercados Africanos noticiou.

Mas para tal o continente precisa primeiro de harmonizar as regras e protocolos nacionais que regem os sistemas financeiros de cada país para tornar as reformas viáveis, foram as conclusões da discussão sobre a reforma do sistema financeiro de África.

Anouar Hassoune, Professor de Finanças e CEO da Agência de Notação Financeira da África Ocidental, acredita que uma criptomoeda comum aliviará o custo de fazer negócios e dará uma identidade ao continente.

“Precisamos de criar uma criptomoeda que seja aceitável para cada Estado membro. É melhor fazê-lo a nível continental, e nós temos os conhecimentos necessários para o fazer. É uma questão de governação, não uma questão de tecnologia”, salientou.

Hassoune acrescentou que a criptomoeda proposta poderia servir como alternativa para monetizar algumas das riquezas do continente, tais como ouro e outras matérias-primas.

Emmanuelle Riedel Drouin, chefe do Departamento de Transição Económica e Financeira da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), apoiou a ideia de uma criptomoeda pan-africana, mas disse que existiam alguns pré-requisitos.

“Não devemos esquecer que há muito trabalho a ser feito na infraestrutura digital, no desenvolvimento de sistemas de pagamento, a interoperabilidade dos sistemas de pagamento tem mesmo de ser trabalhada, pelo que há muito trabalho a ser feito em colaboração com as instituições financeiras na digitalização dos canais de entregas e de pagamento”, afirmou.

A dirigente na AFD acrescentou que, embora os bancos centrais tenham um papel crucial, é essencial para as economias diversificarem as fontes de financiamento para diminuir a dependência dessas fontes.

Durante o debate também foi focada a complexidade da tarefa da criação de uma moeda criptomoeda africana única, devido a existirem várias organizações sub-regionais africanas com diferentes protocolos e regras incluindo os pagamentos transfronteiriços, que devem ser analisados para facilitar a implementação de um mercado integrado de capitais.

A Conferência Económica Africana de 2021 foi realizada na ilha do Sal num formato híbrido – incluiu decisores políticos, instituições de desenvolvimento, o setor privado e investigadores – para discutir modalidades de crescimento sustentável das fontes de financiamento do desenvolvimento do continente.

O que pensas sobre isto? Se for criada uma criptomoeda africana única, vai beneficiar a economia em África? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo dá um “like (gosto)”.

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