O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, garante que investimentos estruturantes como o novo terminal de cruzeiros em São Vicente vão mesmo avançar em 2021, apesar das dificuldades geradas com a crise económica decorrente da pandemia de covid-19.

A garantia surgiu no parlamento, a propósito da discussão sobre a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2021, que decorre até sexta-feira, com Ulisses Correia e Silva afirmar que o Governo “vai continuar a investir no desenvolvimento local e regional”, dando como exemplo dessas apostas, além de empreitadas de abastecimento de água, saneamento, estradas ou requalificação urbana, o novo terminal de cruzeiros em São Vicente.

Num investimento público superior a 2.900 milhões de escudos (26,2 milhões de euros), o terminal de cruzeiros a instalar em São Vicente prevê a construção de dois pontões para atracação de navios com mais de 400 metros de extensão e de uma vila turística, conforme o concurso público internacional.

O Governo cabo-verdiano estima que o terminal permita receber anualmente 200.000 turistas de cruzeiro.

“As políticas económica, fiscal e financeira do Estado estão ajustadas às exigências do momento, que é a proteção e à necessidade de estabelecer pontes para a recuperação e relançamento da economia para que o país possa retomar o crescimento económico”, apontou o primeiro-ministro.

Cerca de 48.500 turistas em viagens de cruzeiro visitaram Cabo Verde em 2019, um aumento de 3% face ao ano anterior e um novo recorde, segundo dados oficiais.

A primeira fase do concurso público para a empreitada de construção do terminal de cruzeiros de São Vicente terminou em agosto, com a pré-seleção de cinco grupos empreiteiros: Afcons Infrastructures (Índia), Conduril Engenharia (Portugal), consórcio Mota-Engil/Empreitel Figueiredo (Portugal/Cabo Verde), consórcio Sogea-Satom/Dumez Maroc (França/Marrocos) e Soletanche Bachy International (França).

O edital inicial do concurso previa o arranque da empreitada em agosto, para estar concluída em 22 meses, o que está dependente do processo de adjudicação dos trabalhos, mas que tem sofrido vários atrasos, devido à pandemia de covid-19.

A obra é cofinanciada pela Fundo Orio, dos Países Baixos, e pelo Fundo OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para o Desenvolvimento Internacional.

“O Terminal de Cruzeiros do Mindelo terá um impacto enorme na economia de São Vicente e Santo Antão, assim como um efeito indutor na economia de Cabo Verde”, refere o edital do concurso.

A empreitada vai envolver a reivindicação de uma área de terra, denominada “Ponte Terrestre”, com 2.700 m2, e a dragagem de aproximadamente 124.000 metros cúbicos na bacia portuária e no canal de acesso.

Entre outras características, o projeto prevê ainda a construção de um pontão de atracação de 400 metros de extensão com 11 metros de profundidade e outro de 450 metros com 9,5 metros de profundidade, além de um cais com uma largura de 12 metros, uma gare de passageiros, uma vila turística e uma zona imobiliária.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.